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06
Dez
09

[Cinema] Atividade Paranormal (Paranormal Activity, 2007)


Por : Eduardo Maurício
“Atividade Paranormal pode ate ser um dos mais assustadores do ano, mas ta longe de ser da década”

Poucas semanas antes de seu lançamento nos EUA, muito alarde se deu a ‘Atividade Paranormal’, a armadilha de encher o trailer com muitas promessas e ensaiar um público para tomar sustos parece ainda surtir efeito sobre os americanos, mas não é pra menos, com historinhas de assombração todos nos atraímos um pouco. O problema é que, atividade paranormal não consegue cumprir todas as promessas que fez.

O filme é totalmente independente, com supostos 15 mil dólares três amigos resolvem fazer um filme paranormal com ar de realidade à lá Bruxa de Blair. O projeto da certo, para felicidade dos cineastas amadores e mais ainda para o elenco. Mas não é por causa de sua independência que vou aplaudi-lo. As espectativas ficaram abaixo da média porque o filme pouco empolgou, pouco assustou e pouco fez gelar a espinha (assim como prometeu)… E olha que não sou lá tão corajoso. admito que a atuação dos atores ficou bem convincente e ate pouco importa se o telespectador crie um certo afeto por eles, afinal, desenvolve-los não foi bem a proposta.

Claro, tem passagens que realmente são tensas, mas são poucas, e por mais inacreditável que seja, as cenas mais esperadas são aquelas que mais causam sonolência. Quando o casal resolve filmar o que acontece enquanto dormem, são tantas noites (27 se não me engano) e em algumas simplesmente não acontece nada, e isso desgasta.

E mais uma coisa, o final que o bobo do Steven Spielberg sugeriu e, com certeza influenciou na decisão do diretor, ficou ridículo. – Desculpe o spoller mas, aquela bocada na câmera no final do filme tira a força realista dele, um encerramento tão clichê.

Ficha completa do filme : www.xcine.com.br/filme_atividadeparanormal.html

Trailer HD – Legendado

06
Dez
09

[Cinema] O Fantástco Sr. Raposo (Fantastic Mr. Fox, 2009)


Por : Eduardo Maurício
“Fiu, Fiu, Tisk, Tisk”

Wes Anderson sempre foi um diretor destacável devido a seus filmes nada comuns, é bom ver que mesmo dirigindo uma animação (sua primeira empreitada por sinal), o diretor não perde o estilo ousado e irreverente. Anderson retalha quase por completo o conto original de Roald Dahl e recria as aventuras do nada conhecido Sr. Raposo a sua maneira. Pra quem já conhece o diretor e estava afim de levar os filhos pra curtir, não se preocupe, Wes não pega pesado, porém corre o risco de seus filhos não se divertirem tanto quanto você. Os diálogos super afinados e bem inteligentes tornam o filme um pouco mais adulto do que aparenta. A animação

Poucos vão se sentir encorajados a assistir o filme devido sua animação, não é pra menos, a coragem de Wes chega a impressionar, trazendo uma animação tão tosca em plena revolução digital. Mas é ai que estão as sacadas geniais. Primeiro que, parte do humor do filme deve-se justamente a sua animação stop motion – ver personagens com movimentos incompletos, fazendo coisas absurdas e inimagináveis (lobo acenando) trazem ao filme uma experiência diferente das que vemos ultimamente, sem dúvidas. E outra, justamente por estarmos sempre acostumados a ver animações 3D super bem renderizadas, talvez tenhamos nos deixado levar pela estética perfeccionista e tenhamos esquecido que cultura se faz com criatividade e inovação. É estranho mas, assistindo ao senhor raposo me senti uns 6 ou 7 anos atrás vendo ‘A fuga das galinhas’, uma ótima experiência para quem ainda não se desligou das antigas raizes.

A dublagem

Assisti a versão legendada e devo dizer que foi com certeza melhor. Não creio que o ótimo tom de voz de Clooney que por sinal, casou-se perfeitamente com a inteligência do sr. raposo, possa ser substituída com éxito por um dublador. Simplesmente ficou perfeito. Maryl Streep também ganha brilho como a Sra. Raposa, Bill Murray como texugo e o mais apagadinho, Owen Wilson no papel do treinador urso polar, sem esquecer da participação de Willen Dafoe dublando um rato super esquisitão.

Gosto de apaixonado pela sétima arte não deve ser aplicado ao público geral, mas eu recomendo um esforço, afinal, não temos tantos filmes esta semana. Você pode ate não achá-lo tão genial quanto eu, mas com certeza dará umas boas risadas.

Sim, risadas – O fantástico sr. raposo é sem dúvidas a melhor comédia do ano.

Ficha completa do filme : www.xcine.com.br/filme_ofantasticosrraposo.html

06
Dez
09

[Cinema] Julie & Julia (Julie & Julia, 2009)


Por : Lucas Procópio
“Não é uma obra-prima, longe disso, mas é entretenimento de primeiríssima linha”

Como diz o próprio slogan do filme, Julie e Julia é baseado em duas histórias verídicas. O roteiro baseia-se em dois livros, um influenciado pelo outro, para fazer um engenhoso porém sutil crossover com as tramas da famosa cozinheira Julia Child e da blogueira Julie Powell. Powell se sentia estagnada e não conseguia terminar nada que começava em sua vida. Tudo mudou quando mudou-se para o Brooklin e decidiu criar um blog com o objetivo de postar suas aventuras culinárias baseadas nas 524 receitas de “Mastering the Art of French Cooking” escrito por Julia Child, isso tudo no prazo de 365 dias.

O roteiro usa isso para casar os eventos da vida de Julie com os da vida de Julia, nos anos 50/60, enquanto a última se aventurava em aulas de culinária durante sua estadia na França e tentava publicar o tal livro para donas de casa americanas que até então só cozinhavam enlatados.

A narrativa segue-se quase que hipnótica e todo momento no filme é carregado de ternura e graça. O roteiro, juntamente com a direção, uma inspiradora fotografia que emula os deliciosos sabores das receitas e as duas impecáveis protagonistas, Meryl Streep e Amy Adams, são responsáveis por esta irresistível experiência. Não é uma obra-prima, longe disso, mas é entretenimento de primeiríssima linha, daqueles que conseguem trazer o espectador para seu pequeno universo.

Há alguns elementos que poderiam ser evitados ou usados com mais cautela, como por exemplo a narração de Julie. É utilizado afim de mostrar a evolução do blog da personagens, mas na prática acaba criando ênfases desnecessárias.

Muito se falou de Meryl Streep nesse filme, e é bem verdade que ela entrega mais uma de suas maravilhosas e encantadoras performances. Sua Julia Child até é um pouco caricata, mas repleta de nuances e Streep sabe quando tem de dar ao personagem uma dose de verossimilhança. Ótima.

Mas isso não tira nem um pouco do brilho de Amy Adams. É bem verdade que a moça há muito vem interpretando personagens com bastante em comum, sempre os enchendo de doçura e certa inocência na composição. Porém, ela sempre atende a todas as necessidades dramáticas que lhe são incubidas e sempre entrega personagens adoráveis através de competentíssimas performances.

Indicada 3 vezes ao Oscar como roteirista, Nora Ephron não faz feio na direção. Se alguns momentos beiram o óbvio, o correto, em outros ela surpreende com ótimas sacadas visuais – e um timing delicioso para comédia.

Julie e Julia tem todos os elementos de um “chick flick”, porém com um potencial de abrangência muito maior. É sim o típico filme para toda a família, daqueles entretenimentos que envolvem a platéia durante duas horas. Talvez até seja genérico, o que não é problema algum desde que seja acima de tudo um bom filme, e, felizmente, Julie e Julia é ótimo.

Ficha completa do filme : www.xcine.com.br/filme_julieejulia.html

06
Dez
09

[Cinema] Planeta 51 (Planet 51, 2009)


Por : Eduardo Maurício
“Planeta 51 cairia bem numa sessão da tarde – porque pagar para ver não será lá bom negócio”

2009 foi um ótimo ano para animação 3D, tivemos bons filmes como Bolt, Monstros vs Alienígenas, A era do gelo 3, UP: Altas Aventuras, Tá chovendo Hambúrguer, 9 : A salvação e Os fantasmas de Scrooge – é uma pena que, para encerrarar, chega o fraco Planeta 51, primeira animação da produtora espanhola Ilion.

Mesmo trazendo em seu elenco de vozes um grupo de talentosos artistas conhecidos, a animação peca pela ingenuidade e pelas personalidades já manjadas e desgastadas usadas no gênero. Na trama, acompanhamos Charles (Dwayne Johnson), um astronauta que busca reconhecimento em seu país e parte a uma suicida missão solo em busca de novas descobertas no espaço, aterriza em um planeta bem parecido com a terra numa visão mais futurística e o que acontece em seguida é o que cremos que aconteceria se algum alienígena pousasse por aqui, teremos pessoas assustadas, exércitos cercando a cidade e cientistas o caçando para estudá-lo… ou destruí-lo. Para sorte do astronauta temos o típico protagonista de filmes do estilo, Lam (Justin Long), aquele nerd bonzinho que e sempre zoado pela família, tem um amigo paranóico (Seann William Scott) e é apaixonado por uma garota doce (Jessica Biel).
Mas antes fosse apenas a trama manjada para arruinar o filme, os diálogos também são comuns demais, infantis e pouco inteligentes – do tipo filminho que deve entreter apenas os mais pequenos, não tem nada ousado que possa chamar a atenção dos adultos ou acompanhantes – o que é uma pena.

Mas, antes fosse apenas a trama e os diálogos, cenas cômicas são raras aqui, é o típico filme que tenta ser engraçado usando das mais comuns artimanhas do gênero, do tipo que já vimos tanto que já perdeu a graça, no máximo, aquele sorrisinho amarelo no canto do rosto e olha lá. Nem parece que o roteiro veio daquele que uma vez escreveu Shrek.

Mas, antes fosse a trama, os diálogos e as cenas engraçadas, a animação também não é das melhores. Longe de ser ruim, apenas ‘comum’ demais, não tem um traço de inovação tão pouco de superação em relação a todas outras lançadas este ano.

Emfim, arrisque-se por conta própria, Planeta 51 cairia bem numa sessão da tarde – porque pagar para ver não será lá bom negócio.

Ficha completa do filme : www.xcine.com.br/filme_planeta51.html

06
Dez
09

[Cinema] A trilha (A Perfect Gataway, 2009)


Por : Lucas Procópio
“Quando até o elenco parecia estar indo bem, trabalhando nuances e camadas, o filme deságua em um rio de sangue e se afoga nele”

Cidney (Milla Jovovich) e Cliff (Steve Zahn) estão em lua-de-mel no Havai quando sabem que um casal foi brutalmente assassinado no local e que o assassino está a solta. No meio do caminho encontram Cleo e Kale (Marley Shelton e Chris Hemsworth), que pedem carona. Contrariando a mulher, Cliff para o carro mas não demora muito para os caroneiros demonstrarem sua hostilidade e criar um atrito que faz com que os dois desçam do carro enquanto Cidney e Cliff seguem viagem. Um pouco mais a frente encontram outro casal, Gina (Kiele Sanchez) e seu marido, veterano do Iraque, Nick (Timothy Olyphant).

A proposta do roteiro do também diretor David Twohy é desestruturar a certeza toda vez que essa se consolida. E por vezes consegue. A Trilha é o típico suspense que brinca com a platéia escondendo as reais intenções dos personagens – a base da trama são eles, que para um filme do gênero foram até bem desenvolvidos.

Os dois primeiros atos caminham sem grandes deslizes por um jogo de olhares: exatamente como em um jogo de cartas, que inclui o espectador com um dos jogadores, todos estão blefando e tentando desvendar quais cartas os outros jogadores escondem na manga. Acontece que alguns trapaçam e somando isso a paranóia que o isolamento causa, tem-se um belo exemplar de suspense. O problema é justamente esse: se o filme fosse apenas o suspense psicológico que mostra ser ao longo dos dois terços iniciais, ótimo, mas não é. Quando o filme vai se aproximando de seu desfecho, Twohy, que havia conduzido elegantemente a tensão até aqui, simplesmente transforma a narrativa em uma correria sanguinolenta e exaustiva. Isso a partir de uma mega reviravolta do roteiro que distorce toda a trama e da forma mais genérica e artificial possível.

Os diálogos metalinguísticos e os olhares maliciosos eram um elemento instigante e vital para a trama que estava se construindo, mas parece que o diretor-roteirista, do nada, quis fazer outro filme e usa um flashback (um artíficio barato e aqui, esteticamente pavoroso) para criar tal ruptura. O resultado é incoerente e não só para a trama.

Quando até o elenco parecia estar indo bem, trabalhando nuances e camadas, o filme deságua em um rio de sangue e se afoga nele. Mais genérico impossível. Uma pena.

Ficha completa do filme : www.xcine.com.br/filme_atrilha.html

21
Nov
09

[filme] Lua Nova (New Moon, 2009)

Introdução

Acredito que esta será a primeira vez que comentarei uma adaptação tão badalada sem ouvir poucas e boas de fãs… Acreditem vocês, estava torcendo para que o filme não decepcionasse justamente para não ter que falar mal, evitando assim os vossos maldosos comentários.

Para o alívio dos ‘fãmpiros’, Lua Nova se mostra uma sequência infinitamente superior ao primeiro filme – embora certos erros ainda permaneçam e incomodem um pouco aos mais observadores.

Diferenças entre o filme e o livro

Nunca li um livro da saga antes, e como sempre aqui no site, estou fazendo o papel daquele que apenas avalia os filmes (o que vocês parecem ainda não querer entender) – particularmente, precisaria de mais coragem do que tenho para pegar um dos capítulos, sentar e folhear página após página ate terminar… Simplesmente não consigo, ora por achar o universo de Meyer pouco atraente, ora por nunca me interessar com histórias de vampiros (Deixa ela Entrar foi uma exceção). Mas ate compreendo o porque de um contraste tão forte entre aqueles que o idolatram, e aqueles que o abominam.

Como não sei porcaria nenhuma do que se passa no livro, não sei o que comparar – e qualquer julgamento meu que ultrapasse seus aspectos técnicos, seria mero preconceito.

Sob nova direção

A direção de Weitz trouxe algumas mudanças ao filme em relação a de Hardwicke, contando com a produção, ao todo foram atribuidos alguns elementos que na minha opinião ficaram ainda mais charmosos, tais como as cenas de ação, (que aqui estão infinitamente melhor coreografadas), as atuações (embora que para alguns atores, ainda pareçam teatrais demais), e os efeitos especiais (que, apesar de serem melhores se comparado ao primeiro, ainda estão abaixo da média para um filme rodado em 2009). A única coisa que na verdade pareceu inferior ao primeiro foi a maquiagem pálida dos ‘Cullen’, onde claramente, era visível algumas áreas mal-finalizadas (notem a partir da região do pescoço, onde ele parece se fundir com a cor da pele original).

Novo capítulo, novos personagens

Lua nova faz algo interessante, algo que talvez tenha sido mero acaso. Todos os novos personagens trazidos para o segundo filme incluindo o clã dos lobisomens e dos volturi têm pouco tempo em tela, tão pouco que alguns personagens não têm mais de 2 ou 3 falas – mas por outro lado, consegue fazer deste erro motivo de pouca preocupação – uma vez que Jacob explica a Bella sobre a origem do clãn quilheute (Lobisomens), e Edward da uma pequena introdução sobre quem são os vampiros dos olhos vermelhos (Volturi).

O destaque então fica para os personagens principais, sendo mais específico, Bella, Jacob, Charles e Edward (exatamente nesta ordem). Quanto a família Cullen, estão bem mais apagados em relação ao primeiro filme, podem ate ser considerados dispensáveis nesta sequência (fora Alice, que aparece algumas cenas a mais que outros).

Concluindo

Mesmo que eu não esteja nem 10% perto de ser fã do filme, mesmo que não concorde com muita das boiolagens de Stephenie Meyer, mesmo que deteste o romance bobo e o ingenuo celibado entre Bella e Edward, mesmo que não concorde com essa merda de fazer lobisomens mais limitados que vampiros, mesmo que tenha achado os gritos suínos de Bella sofrendo constrangedores demais, creio que depois do segundo filme, acho que posso respeitar a saga e, de um modo geral, seus fãs – (apesar de acha-los um pouco exagerados). Afinal gostos não se discutem, vocês têm o direito de idolatrar, da mesma forma como outros têm o direito de odiar.

Lua Nova pode ser um filme repleto de defeitos, mas está à 4 passos no caminho certo.

PS  1 :Criaram uma boa desculpa para despir a camisa do Tylor Lautner.

PS 2 : Bella parece uma menina sem cérebro.

PS 3 : Mesmo sabendo que ela vai preferir ficar com o vampiro purpurinado, torço pro Jacob ate o fim.

PS 4 : Kristen Stewart se mostra inexpressível em quase todo filme – mas acidentalmente isso caiu como uma luva para a personalidade de Bella.

PS 5: O filme não revela muitos momentos engraçados, mas fã que é fã vai ver motivo pra rir ate no andar dos personagens.

PS 6: A cena dos Lobos perseguindo Victória na floresta enquanto Charles e equipe perseguem os lobos com a trilha Hearing Damage é super d+.

Confira especial com vídeos, álbum de fotos, informações, curiosidades, críticas, notícias, trilha sonora, comente com avatares  e mais – clique.

14
Nov
09

[filme] 2012 (2012, 2009)

2012
POR : Eduardo Maurício
2012_imagem1“Mais do mesmo – apenas maior”

Os diretores mais conhecidos de hollywood são aqueles que escolheram um gênero pela qual querem ser lembrados, Assim como Steven Spielberg na ficção científica, como Scorsese em seus thrillers dramaticos, Michael bay nos blockbusters e Woody Allen em seus dramas românticos – Roland Emmerich se consagra por conta de seus filmes catástrofes. Visto que o diretor destrói o mundo como ninguém desde ‘Independence Day’, ‘Godzilla’, ‘Impacto Profundo’, ‘O dia depois de amanhã’ e seu mais recente e ambicioso trabalho ‘2012′.

Porém, nota-se que Roland talvez não tenha sido a escolha perfeita para comandar algo deste porte, uma vez que, é necessário uma ótima combinação não apenas dos efeitos, como também do roteiro para falar do fim do mundo – o que não é o caso do diretor, já que ele parece se focar mais na destruição do que na reação humana em geral (o que praticamente seria o mais importante). As reações que vemos na tela, seja vinda de personagens principais ou coadjuvantes, soam falsas demais para serem levadas a sério, para completar – Emmerich forra tudo com longas e mentirosas sequências de fuga acompanhadas por uma trilha de filme aventureiro.

Não não…Não estou sendo chato, se você raciocinar bem, um filme onde morre milhões de pessoas e ainda ganha uma censura tão baixa só pode significar uma coisa. Blockbuster. Prova esta que, não só vemos na grandiosa sequência de fuga em Los Angeles (galeria de vídeo) ou nos meteoros que destroem por completo o furgão, como também em seu final, onde uma menininha que, naquela altura em que deveria estar traumatizada com tudo o que viu e passou, solta uma pérola dizendo – Pai, eu não uso mais fraldas… Como se fosse comum ver milhões de pessoas sendo engolidas pela terra, fogo, esmagadas ou caindo de alturas exorbitantes.

Para piorar, Emmerich protege seus personagens principais de uma forma absurda, não só são sempre os presentes testemunhos de todos os ataques possíveis da natureza e do acaso, como também são sempre os únicos a sobreviver – da forma mais heróica e com direito a trilha heróica também.

Mas se tratando de estética, Emmerich se mostra um cara perfeccionista, os esforçados efeitos especiais tornam o filme grandioso, e de alguma forma, o salvam do que deveria ser um desastre total. A única coisa alias que o diretor parece ter evoluido em relação aos seus filmes anteriores.

No fim, 2012 pode ate valer o ingresso, para aqueles que se contentarem em ver apenas destruição. A sensação que ficou em mim, e que deixei de temer o que ‘reza a lenda’ vir acontecer em 2012, simplesmente por achar o filme pouco sério e realista.

PS1 : Roland é medroso… ou em palavras mais gentis, um cara positivo… Eu sabia que ele não teria coragem…

PS2 : O filme tem umas cenas bem humoradas – a maioria envolvendo o personagem de Woody Harrelson e o russo Yuri.

PS3 : Apesar de ter achado bem mentiroso, adorei a sequência de Los Angeles (Confira na galeria de vídeos).

PS4 : E o oscar de melhores efeitos visuais vai para… 2012!

PS5 : Cristo Redentor demolindo não tá com nada! ceninha fraca.

PS6 : Na coerência de Emmerich, os coadjuvantes (principalmente os egoistas) devem todos morrer – e os mocinhos sobreviver – cai na real!

maisoumenos

ESPECIAL, 4 vídeos, álbum de fotos, curiosidades, informações, trilha sonora e mais sobre o filme : www.xcine.com.br/filme_2012.html

10
Nov
09

[filme] Jogos Mortais 6 (Saw 6, 2009)

jogosmortais6
POR : Eduardo Maurício
jogosmortais6_imagem1“O primeiro deveria ser o único a existir”

Como fã, por tempos defendi a franquia Jogos Mortais – ao invés de só me focar nos erros do filme, preferi ver o lado positivo de todas as sequências, levando em conta o prazo que a produção tem para finalizar um filme inteiro e também, considerando o desempenho do gênero terror que está cada vez mais fraco.

Mas também confesso que a cada ano que passava, meu fanatismo pela série acabava – e apesar de sempre tentar parecer inteligente, as sequências nem eram mais tão surpreendentes, e o motivo que me levava a ver fora ‘completar o circulo’ que já havia começado, eram as cenas de violência.

Ano após ano mantive minha esperança na série, esperança de que os roteiristas responsáveis tomassem consciência do que estavam fazendo e, finalmente, alterassem o curso do Jogos Mortais voltando a fórmula que os fez chegar tão longe. O terror psicológico do primeiro filme. Hoje, nesta sexta sequência, vejo que a mente dos caras não muda, mesmo em meio a tantas críticas eles parecem se fechar e seguir o errado, o que acreditam estar dando certo – o terror caricato, sanguinário e surreal do segundo, terceiro, quarto e quinto filme.

O que quero dizer e que jogos mortais não mudou nada desde o segundo, as vítimas trancafiadas dentro de um porão sendo testadas pelo já falecido Jigsaw seguem uma série de jogos onde devem decidir quem deve viver e quem deve morrer, assim como fez Jeff no terceiro, como fez Rigg no quarto, como fizeram as cobaias no quinto – e assim como vai fazer William neste sexto.

É uma pena que a franquia esteja se esticando tanto, não era pra ser assim. É não so a série parece estar sendo afetada por isso, o astro principal Jigsaw que o diga. Os roteiristas estão segurando tanto seu personagem que o velhinho já está ate se contradizendo, e pior, está mostrando as falhas em sua tese – exemplo: quando Hoffman pergunta a uma sobrevivente que se mutilou se ela aprendeu a dar valor a vida apos o jogo – ela responde injuriada : ‘Como posso aprender com isso’ mostrando o braço amputado. Da mesma forma como Jigsaw também se contradiz quando faz a vida de um punhado de pessoas depender da escolha de um homem… Ué? a escolha não era pra ser individual? que escolha essas pessoas tem então se não depender unicamente da sorte?

E pra quem pensa que por causa da pouca arrecadação que jogos mortais 6 teve os produtores vão parar por ai, estão enganados. A queda tem explicação:

1 – O filme não foi devidamente divulgado.

2 – A censura é para maiores de idade.

3 – É difícil alguém que nunca acompanhou a saga por completo, pagar para assistir uma sexta sequência tendo em mente que todos os filmes da série são interligados e é necessário assistir um para entender outro.

4 – E, a produção gasta muito, mas muito pouco para fazer um filme, ja a arrecadação é muito maior, por mais baixa que seja.

Portanto já está ate confirmado, JM 7 vem ai, pegando a onda do 3D, JM 8 também, e quem sabe, ano que vem ou ate 2011, JM 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15…33 não sejam confirmados também… Mas pra mim já chega – vou continuar acompanhando todos – mas sem o mesmo fanatismo de antes.

PS1 : A violência está cada vez mais caricata, embora aqui sendo bem melhor realizada em relação ao quinto filme, as pessoas optam por escolhas difíceis sem pensar duas vezes, sendo que no primeiro filme, foi preciso trabalhar no consciente dos personagens e criar um clima de desespero para que eles se auto-mutilassem. Portanto o primeiro filme na minha opinião foi sem dúvidas o mais realista ate agora.

PS2 : Quero James Wan na direção e Leigh whannell no roteiro de volta (responsáveis pelo primeiro filme), Só assim vou voltar a acreditar na franquia de novo.

Ao invés da nota – observe o gráfico abaixo :

jogosmortais_series

Para conferir vídeos, álbum de fotos, curiosidades, informações e mais sobre o filme : www.xcine.com.br/filme_jogosmortais6.html

07
Nov
09

[filme] 500 dias com ela (500 days of Summer, 2009)

500diascomela
POR : Lucas Procópio
500diascomela_imagem1“(500) Dias Com Ela é único, tem seu frescor e sua marca”

Tom Hansen cresceu acreditando que não seria feliz até encontrar o amor de sua vida. Summer Finn não compartilhava dessa crença e a coisa que mais amava era seu longo cabelo negro e a facilidade com que podia corta-lo sem sentir culpa. Summer começa a trabalhar como secretária do chefe de uma empresa de cartões de felicitação. Um dos criadores desses cartões é Tom. Tom se apaixona por Summer. Summer não se apaixona por Tom.

Os 500 dias do título referem-se ao período de Summer na vida de Tom, e é também a base da estrutura narrativa do roteiro, que assume a não-linearidade desde o início, selecionando dias aleatórios ora para complementar, ora para contrastar, ora para enfatizar os eventos que vão formando o raciocinio proposto acerca do relacionamento entre duas pessoas de diferentes ideologias. Nesse aspecto o filme consegue um feito que já o coloca figurando entre os grandes títulos do romance no cinema: ser racional sem amargura na composição. Pelo contrário. Tudo no filme é muito, mas muito adorável e encantador.

Os créditos vão metade para o espertíssimo roteiro de Scott Neustadter e Michael H. Weber, e metade para o estreante na direção Marc Webb. Enquanto o roteiro cumpre sua proposta da forma mais graciosa possível juntamente com diálogos adoráveis, Webb se mostra um diretor e tanto, com um ritmo invejável e um controle sobre a estética de fazer cair o queixo – e isso sem nunca parecer forçado.

Seguindo a narrativa irregular do roteiro, Webb passeia pelos mais diversos estilos e brinca com tudo que está ao seu alcance, sorrateiramente confeccionando um estilo único e próprio ao filme.

O texto flerta com a metalinguagem, mas ela logo é substituída por um elemento de mais ampla identificação com o público em geral: os cartões que Tom cria é onde está alegorizada sua idealização que aos poucos vai perdendo suas camadas de deslumbre. São sacadas como essa, juntamente com a criatividade latente de Webb que o público é conduzido por lugares divertidíssimos e originais. A estrutura, o ritmo e a proposta lembram, e muito, “Noiva Nervosa Noivo Neurótico” de Woody Allen, com a inserção da semiótica explícita e exarcebada na composição da estrutura irregular, incluindo-se aí o fluxo de consciência. Mas, por maior que seja a inspiração no clássico de ‘77 e por mais que identifique-se elementos em comum entre os dois longas, (500) Dias Com Ela é único, tem seu frescor e sua marca.

Tudo no filme funciona, ainda que alguns elementos com maior brilho que outros, porém todos os personagens estão ali com algum propósito e, na prática, seus intérpretes correspondem com carisma e competência. Os dois protagonistas fazem uma conexão quase que imediata com o público. Joseph Gordon Levitt ofusca um pouco Zooey Deschanel, mas ambos compõe seus personagens com placidez e naturalidade, sem arroubos de excentricidade, tão típicos de filmes indie, e saem-se muito bem.

Esqueça o famigerado rótulo “filme água-com-açucar”. Não consigo me recordar de romances, nessa década, tão encantadores e inteligentes dentro de suas propostas, tampouco quero ser pragmático, mas creio que (500) Dias Com Ela já figura um adorável top de filmes que nos fazem querer suspirar e sorrir. É um filme tanto para os Tom’s e Summer’s da vida real: um filme apaixonado e apaixonante.

excelente

Para conferir vídeos, álbum de fotos, curiosidades, informações e mais sobre o filme : www.xcine.com.br/filme_500diascomela.html

07
Nov
09

[filme] Código de Conduta (Law Abiding Citizen, 2009)

codigodeconduta
POR : Eduardo Maurício
codigodeconduta_imagem1“Tinha potencial para ser um filme muito melhor”

Law Abiding Citizen, (Cidadão cumpridor da Lei) e mais do mesmo. Começamos com um homem inconformado com o sistema judiciário apos ver o assassino de sua família escapar ileso sem sérias punições. Sabendo da corrupção escondida por de trás da lei, decide então armar uma vingança declarando guerra ao estado por sua negligência… Clyde assassina brutalmente o assassino de sua família e em seguida, é pego pela polícia e passa a ser investigado pelo mesmo advogado corrupto que cuidou do caso há 10 anos atrás, Nick (Jamie Foxx).

Conhecedor das leis, Clyde brinca com o sistema judiciário ao mesmo tempo que passa a te-los em mãos, os avisando do ’superplano’ que montou antes de ser preso, o plano que esta matando geral corruptos a fora e deixando em pânico os ainda vivos. Mas é quando Clyde decide levar tão a fundo sua vingança que os papeis se invertem, o herói (Butler) vira o vilão, e o ate então vilão (Foxx) se transforma no herói – é a partir dai também que o filme começa a desandar e em certos momentos se torna cansativo, chega ao ponto de se tornar ate improvável – (Se antes o telespectador admirava as primeiras e realistas cenas, logo passará a duvidar das que procedem o filme).

Desta vez pensei seriamente que não veria um Gerard Butler ‘ninja’ como de costume – do tipo que sai atirando e matando mil. Ingenuidade minha, parece ate que os roteiristas de Hollywood sentem tesão em fazer de Butler um ’superhomem’, a maioria de seus filmes, por mais bom que esteja, uma hora aparece um coadjuvante para revelar o passado de seu personagem – no caso deste, ‘Se clyde te quiser morto, você está morto’ diz um de seus colegas antigos, Porque Clyde era o cérebro e maior estrategista da marinha e – Blá, blá, blá. Ele não podia ser simplesmente um cara normal?

Algumas cenas são de tirar o chapéu, como Clyde se defendendo no tribunal e, apos conseguir a liberdade, voltar a atacar a juíza que o libertou com palavras verdadeiras. Ou a cena final, onde é revelado o truque que Clyde utiliza para matar mesmo estando preso. (Quando a verdade surgir, vamos nos sentir bobos de tão óbvio).

Apesar destes erros não tirarem por completo a graça do filme, Law Abiding Citizen tinha potencial para ser muito melhor, ‘Bíblico’, O lado bom e que Butler faz aqui o melhor papel desde Rocknrolla, pena que um meio termo não seja exatamente a melhor maneira de se recomendar um filme.

maisoumenos

Para conferir vídeos, álbum de fotos, curiosidades, informações e mais sobre o filme : www.xcine.com.br/filme_codigodeconduta.html




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