Introdução
Acredito que esta será a primeira vez que comentarei uma adaptação tão badalada sem ouvir poucas e boas de fãs… Acreditem vocês, estava torcendo para que o filme não decepcionasse justamente para não ter que falar mal, evitando assim os vossos maldosos comentários.
Para o alívio dos ‘fãmpiros’, Lua Nova se mostra uma sequência infinitamente superior ao primeiro filme – embora certos erros ainda permaneçam e incomodem um pouco aos mais observadores.
Diferenças entre o filme e o livro
Nunca li um livro da saga antes, e como sempre aqui no site, estou fazendo o papel daquele que apenas avalia os filmes (o que vocês parecem ainda não querer entender) – particularmente, precisaria de mais coragem do que tenho para pegar um dos capítulos, sentar e folhear página após página ate terminar… Simplesmente não consigo, ora por achar o universo de Meyer pouco atraente, ora por nunca me interessar com histórias de vampiros (Deixa ela Entrar foi uma exceção). Mas ate compreendo o porque de um contraste tão forte entre aqueles que o idolatram, e aqueles que o abominam.
Como não sei porcaria nenhuma do que se passa no livro, não sei o que comparar – e qualquer julgamento meu que ultrapasse seus aspectos técnicos, seria mero preconceito.
Sob nova direção
A direção de Weitz trouxe algumas mudanças ao filme em relação a de Hardwicke, contando com a produção, ao todo foram atribuidos alguns elementos que na minha opinião ficaram ainda mais charmosos, tais como as cenas de ação, (que aqui estão infinitamente melhor coreografadas), as atuações (embora que para alguns atores, ainda pareçam teatrais demais), e os efeitos especiais (que, apesar de serem melhores se comparado ao primeiro, ainda estão abaixo da média para um filme rodado em 2009). A única coisa que na verdade pareceu inferior ao primeiro foi a maquiagem pálida dos ‘Cullen’, onde claramente, era visível algumas áreas mal-finalizadas (notem a partir da região do pescoço, onde ele parece se fundir com a cor da pele original).
Novo capítulo, novos personagens
Lua nova faz algo interessante, algo que talvez tenha sido mero acaso. Todos os novos personagens trazidos para o segundo filme incluindo o clã dos lobisomens e dos volturi têm pouco tempo em tela, tão pouco que alguns personagens não têm mais de 2 ou 3 falas – mas por outro lado, consegue fazer deste erro motivo de pouca preocupação – uma vez que Jacob explica a Bella sobre a origem do clãn quilheute (Lobisomens), e Edward da uma pequena introdução sobre quem são os vampiros dos olhos vermelhos (Volturi).
O destaque então fica para os personagens principais, sendo mais específico, Bella, Jacob, Charles e Edward (exatamente nesta ordem). Quanto a família Cullen, estão bem mais apagados em relação ao primeiro filme, podem ate ser considerados dispensáveis nesta sequência (fora Alice, que aparece algumas cenas a mais que outros).
Concluindo
Mesmo que eu não esteja nem 10% perto de ser fã do filme, mesmo que não concorde com muita das boiolagens de Stephenie Meyer, mesmo que deteste o romance bobo e o ingenuo celibado entre Bella e Edward, mesmo que não concorde com essa merda de fazer lobisomens mais limitados que vampiros, mesmo que tenha achado os gritos suínos de Bella sofrendo constrangedores demais, creio que depois do segundo filme, acho que posso respeitar a saga e, de um modo geral, seus fãs – (apesar de acha-los um pouco exagerados). Afinal gostos não se discutem, vocês têm o direito de idolatrar, da mesma forma como outros têm o direito de odiar.
Lua Nova pode ser um filme repleto de defeitos, mas está à 4 passos no caminho certo.
PS 1 :Criaram uma boa desculpa para despir a camisa do Tylor Lautner.
PS 2 : Bella parece uma menina sem cérebro.
PS 3 : Mesmo sabendo que ela vai preferir ficar com o vampiro purpurinado, torço pro Jacob ate o fim.
PS 4 : Kristen Stewart se mostra inexpressível em quase todo filme – mas acidentalmente isso caiu como uma luva para a personalidade de Bella.
PS 5: O filme não revela muitos momentos engraçados, mas fã que é fã vai ver motivo pra rir ate no andar dos personagens.
PS 6: A cena dos Lobos perseguindo Victória na floresta enquanto Charles e equipe perseguem os lobos com a trilha Hearing Damage é super d+.



“Mais do mesmo – apenas maior”
“O primeiro deveria ser o único a existir”

“(500) Dias Com Ela é único, tem seu frescor e sua marca”
“Tinha potencial para ser um filme muito melhor”
“O mérito vai todinho para Wright que sabe extrair as mais belas e acachapantes imagens de um material sem o menor fôlego narrativo”
“Não é algo típico na filmografia do diretor tal redenção do personagem e talvez por isso ela se dá de forma tão arrebatador”

E pra virar Chat :)