
“Difícil em todos os sentidos”
Lars Von Trier, não e a toa que o nome deste diretor dinamarquês soa tão forte, uma vez visto um de seus filmes e difícil se esquecer. Pude finalmente conferir o tão polêmico ‘Anticristo’ que revirou cannes e deixou os jornalistas com os nervos a flor da pele, porque alem de ser agressivo e ofensivo, a nova obra de Von Trier e complicada demais para ser digerida em apenas uma sessão.
Após a exibição do filme no festival de cannes, durante a coletiva de imprensa, o jornalista Baz Bamigboye do jornal ‘Daily Mail’ levanta alterado e questiona o diretor.
- O senhor pode, por favor, justificar por que fez esse filme? E, por favor, dê uma resposta com mais de uma palavra.
Von Trier surpreso com a reação do jornalista responde:
- Não tenho que me justificar.
- Tem sim! Insiste o Jornalista, Aqui é o Festival de Cannes, o senhor trouxe o seu filme aqui e o senhor tem que justificar por que o fez.
Não posso me justificar. Faço filmes… É uma pergunta muito estranha. Diz Von Trier.
Depois de alguns sussurros em consequência as respostas do diretor, Von Trier completa.
Trabalho para mim mesmo. Não devo satisfação a ninguém. Não tive escolha. Foi a mão de Deus, eu temo. E eu sou o maior diretor de cinema do mundo. Não sei se Deus é o melhor Deus do mundo.
Não e pra menos que os jornalistas ficaram estarrecidos depois de terem assistido ao filme, contado como um conto, ele e dividido em três partes com um prólogo e um epílogo, da primeira sequência ao final do primeiro capítulo da pra acompanhar, mas quando o diretor começa a misturar a realidade e o delírio dos dois personagens principais (ja no começo do segundo capítulo), a confusão toma conta do filme e você se sente perdido sem saber qual realmente e a justificativa de tudo. Logo parece um filme sem ligação, sem sentido, apenas uma salada de elementos provocantes e indecifráveis. Desta forma, alem do impressionante clima desconfortável que o filme causa em quem o assiste, vai ser fácil falar mal ou odiá-lo depois da sessão – e vai ser difícil esquecê-lo também.
As cenas mais fortes por exemplo foram difíceis de ignorar, o que me fez procurar por alguma teoria que no mínimo me desse algum fundamento plausível do que eu acabará de ver. O sexo explicito e pura vontade de querer ousar, porque com ou sem ele o resultado final seria o mesmo, algumas cenas de violência também são bem descartáveis, pura estética. Já a raposa falante, o ataque aos órgãos sexuais, o porque da ‘mulher’ agir com tanta maldade no final e principalmente os ‘três mendigos’, serão um dos ‘porquês’ que vão ecoar na cabeça de quem o assistir, e o mais frustrante de tudo e que, mesmo que se crie uma teoria, a justificativa original ainda estará dentro da cabeça do diretor.
Lars Von Trier disse também que escreveu o filme enquanto passava por um momento de depressão, alguns elementos foram tirados de seus sonhos e outros de filme de terror japonês. Uma mistura justificável para tamanha loucura.
PS1 : Apesar de ainda ficar em cima do muro, reconheço algumas de suas qualidades, todas as cenas em câmera lenta, sua originalidade e sua coragem.
PS2 : Leia algumas curiosidades, podem servir.
PS3 : Eu sei que é um absurdo mas, sera que foram Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg os autores da cena de penetração? quem souber a resposta por favor
Crítica, Álbum, Vídeos e Trailers, Curiosidades e Informações sobre o filme : www.xcine.com.br/filme_anticristo.html
![]()

“Situações exageradas tiram a graça do filme”
“Um filme tão envolvente, encantador e cru quanto os sentimentos de seu protagonista”
“Rodriguez deveria parar de dirigir filmes para crianças”
“Acabou sendo uma grande surpresa”
“Diversão previsível e passageira!”




“Não vale o tempo e nem a mão no bolso.”

E pra virar Chat :)