Arquivo para Junho 27th, 2009

27
Jun
09

[filme] A Era do Gelo 3 (3D) (Ice Age: Dawn of the Dinosaurs)

aeradogelo3

”Faltou muito pouco para uma classificação máxima”

Já faz um tempo que reconheci pessoalmente que o gênero animação está disparado nos quesitos ‘aceitação pública e afeição’, diferente de qualquer outro gênero, elas sempre se sobressaem, caem no gosto popular e dificilmente são alvos de críticas ou coisas do tipo, motivo que talvez deva-se ao fato de serem assumidamente despretensiosas.

Confesso que nunca fui fã da franquia A era do Gelo, mas sempre tive um certo respeito pelo seu visual único, sua sincera pretensão e seus personagens diferentes e carismáticos, confesso também que este terceiro é o único que vejo nos cinemas, não muito atraído pelo trailer e influenciado unicamente pela versão em 3D digital.

blogx

 A Twentieth Century Fox Animation não esta com essa bola toda se comparada a Disney / Pixar ou Dreamworks, mas depois de ver a perfeição do trabalho gráfico realizado nesta terceira parte de A era do Gelo, vou passar a prestar mais atenção nos caras, eles simplesmente exploraram o cúmulo da renderização gráfica, trazem personagens perfeitamente modelados, com expressões destacáveis e principalmente, cenários de chamar a atenção, prova disso e como não ficar maravilhado com a cena em que os personagens fazem uma árdua passagem da era glacial com tons brancos e azulados a pré-histórica subterrânea coberta de plantas e arvores em um tom alaranjado de por do sol, cada detalhe nos cenários ou nos figurinos dos personagens dão sem dúvidas uma conclusão inquestionável quanto ao comprometimento com o filme, pelo menos em seu visual.

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Dirigido pelo Brasileiro Carlos Saldanha, esta terceira parte tem de tudo para ser a favorita no gosto popular, papai e mamãe vão se divertir tanto quanto seus filhos e vão se deixar levar pelo clima descontraído, pelo humor leve e sarcástico e pela forma transada que o filme se desenrola, sem dúvidas em timings perfeitos. Uma das coisas que eu mais gostei nesta sequência é a forma como os personagens vão se separando no decorrer do filme narrando assim, a aventura individual de cada grupo, o que também pode acabar sendo um incômodo para aqueles que se prendem a apenas um personagem.

Vale também ressaltar que o filme alem da própria aventura, consegue desenvolver com louvor as sub-tramas de todos os aventureiros, indo com um ritmo inquestionável de acordo com a história principal. O destaque porém deve ficar por conta dos novos personagens, Scratita (a Rival que disputará a noz fujona com Scrat) e o interessantíssimo Buck, que vai guiar e liderar a equipe em sua busca para resgatar Sid.

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A era do Gelo 3 peca apenas em ser muito previsível e conter diálogos desnecessários que em certos momentos, soam simplistas e bobos demais. Coisa que acredito eu, não atazanar muito os menos exigentes e detalhistas.

PS1 : Assisti a versão 3D do filme, mas não tenho certeza se vale a pena pagar alguns reais a mais para vê-la, são poucos os efeitos criados, as utilidades dos óculos ficam mesmo para o visual bonitinho…e pro estilo também.

Trailer Dublado

 FICHA ESPECIAL : Crítica, Álbum, Vídeos e Trailers, Curiosidades e Informações sobre o filme : www.xcine.com.br/filme_aeradogelo3.html

Campanha, ajude a movimentar a comunidade xcine no orkut : http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=48138198

otimo

27
Jun
09

[filme] De repente, Califórnia (Shelter)

derepentecalifornia

”O filme é um dos mais lindos, sensíveis e realistas que eu vi”

Antes… esse aviso: ‘Homófobos, caiam fora!’ É, assim: curto e grosso. Melhor irem ver outro filme. Eu nem vou perder meu tempo numa tentativa de deixarem de ser estúpidos. E por que? O filme é um dos mais lindos, mais sensíveis, mais realistas que eu vi, abordando a homossexualidade. Se alguém ainda estiver disposto a reavaliar seus preconceitos, a esses sim, eu também indicaria.

Eu até cogitei em escrever sem focar nesse tema. Porque teria como. Mas ai vi que seria uma grande bobagem. Creio que quanto mais o assunto vir a mesa de debate, mais ele será visto como tem que ser: uma relação como outra qualquer. Além disso, ‘De Repente, Califórnia’ traz uma outra questão: a de um casal homo ‘adotar’ um filho. Mesmo não sendo juridicamente, que mal há nisso? E novamente o preconceito existe nas pessoas. Há muitos casais heteros que nem estão ai para o bem estar da criança. Chegando até jogarem ela fora… ou, atirando-a pela janela… Eu vi como um grande avanço no Judiciário do Brasil quando ‘deixou’ que o filho da Cássia Eller ficasse com a companheira dela. Se alguém quer ser mãe, ou pai, de fato e de direito, não precisa ter que ser, ou ter uma relação hétero para isso. Tem que querer e poder assumir tal compromisso.

Zach (Trevor Wright) é um rapaz muito ligado a família. Órfão de mãe, tem um pai que embora presente na casa, é ausente como pai. Junto com eles dois, mora a irmã, Jeanne (Tina Holmes), e Cody (Jackson Wurth). Jeanne quando não está trabalhando no mercado, está namorando, bebendo, transando… Usa e abusa do irmão como babá do filho. Cody só não se tornou uma criança com problemas, porque Zach lhe dá muito carinho. Cody o considera como um pai. É linda a cena quando ele afirma que tem Zach como o seu Dad. Tem no Tio a figura paterna na essência. E Zach o é. Um pai que nunca teve, mas que por isso sabe que Cody precisa dele. Ainda mais com a mãe que tem, que nunca tem tempo para o menino.

Zach tem, além do sobrinho, mais duas paixões: desenhar e surfar. O surfe, basta rodar alguns poucos quilômetros e desfrutar desse prazer. Quanto ao desenho, o sonho maior é se especializar, mas o curso o faria ter que ir viver mais longe. Quem o prende ali, é o seu amor por Cody. Em dar a ele a sensação de que tem um lar. Mas com as demais pessoas naquela casa, o ‘Lar’ só existe no coração de Zach e Cody. A casa é só um mero abrigo contra as intempéries climáticas.

Em Zach, irá aflorar uma outra paixão, que até então estava meia indefinida em sua mente. E ela vem à superfície quando rever Shaun (Brad Rowe), o irmão mais velho do seu amigo de infância Gabe (Ross Thomas). Nessa descoberta de si mesmo, até por saber dos preconceitos alheios… Há cenas que emocionam! Em momentos por compartilhar com a tristeza dele. Noutras, por sentir a alegria com ele. Houve momentos do filme, que me fez lembrar do Curta Brasileiro, ‘Café com Leite’; nesse, eu também fiquei emocionada. Shaun voltou por querer refletir…

Em ‘De Repente, Califórnia’ há uma outra questão: as amizades. Sem conotação sexual. Gabe, quando descobre, mostra o quanto gosta dele num caloroso abraço. Isso faz toda a diferença! Amigo é amigo. Não importando se as preferências sexuais dele não for a mesma que a sua. Com Gabe ainda há um outro lance. Que fica numa linha tênue se há maldade no que diz, ou se o faz como um papagaio repetidor. Ai sim não haveria preconceito. Pode até doer um pouco naquele que para ele foi direcionado o termo. Mas se souber abstrair, pode até levar o outro a não dizer mais. Ou nem se abalar mais com isso. Bastando pensar que o problema está na mente do outro. Não vi maldade quando, por exemplo, Gabe pergunta a Shaun se só tem comida de bicha. Shaun gosta de cozinhar. Contrário de Gabe que é adepto dos fast foods.

Zach terá que se definir, mas como uma pessoa que define por si mesmo, as suas prioridades. Tomar enfim uma decisão: ou fica na vidinha de sempre, ou vai ser feliz. Com Shaun, mais que um mero abrigo, terá um futuro promissor. Com casa, comida, muito amor, estudo, carreira, e um verdadeiro lar, até para Cody. Isso se Jeanne concordar. Alguém que é um poço de egoísmo. Tão diferente de Tori (Katie Walder), a namorada de Zach. Tão igual ao troglodita do mais recente namorado.

A trilha sonora foi muito bem escolhida! Ela nos enleva nas emoções sentidas em ‘De Repente, Califórnia’. Tem classificação maior que Excelente? Tendo, é o que eu daria a esse filme. Que entrou para a minha lista de que vale muito a pena rever. Não deixem de ver.

Crítica, Álbum, Vídeos e Trailers, Curiosidades e Informações sobre o filme : www.xcine.com.br/filme_derepentecalifornia.html

Campanha, ajude a movimentar a comunidade xcine no orkut : http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=48138198

excelente

27
Jun
09

[filme] Há tanto tempo que te Amo (I´ve Loved You So Long)

hatantotempoqueteamo

”Há tanto Tempo que Te Amo’ é um líbelo ao amor fraternal”

em determinados momentos da vida, se vê diante de um dilema. Onde sua decisão deverá ser calcada na razão, pura e simples, ou na emoção. Principalmente se for um ato punido por lei. Difícil, será avaliar por si próprio, se sua decisão ficou totalmente num lado apenas. De qualquer forma, sendo um ato criminoso ou não, se premeditou, se decidiu fazer conscientemente, terá que arcar.

A personagem principal da trama, Juliette (Kristin Scott Thomas), sai da prisão após 15 anos. Cumpriu a pena por assassinato. Ainda em condicional, terá que comparecer a Delegacia a cada 15 dias, para assinar um prontuário. Aqui, acaba por despertar a simpatia do Delegado. Ambos, amargurados pelo rumo que tomaram suas vidas. Ainda comentando um pouco sobre essa relação, parte dele um outro crédito a ela para uma volta à sociedade. Mesmo não sabendo o porque ela fez o que fez, ele credita nela uma oportunidade de um recomeço.

Juliette aceitou o seu crime. Nada poderia lhe doer mais do que tivera que fazer. Mas houve uma dor se não maior, tão dolorida quanto. A de ser excluída pela própria família: os pais e uma irmã caçula. Todos aqueles anos, sem nenhum contato.

Mas é essa sua irmã, Léa, que a acolhe em sua casa. Junto a sua família. Pois agora, não era mais a menina que fora obrigada pelos pais, a esquecer de Juliette. Ainda ressentida, já deixa claro que quem a procurou fora o pessoal do Serviço Social. Léa entende a armadura da irmã, e diz que eles fizeram muito bem em procurá-la.

Quem ela matou, é dito logo no início. O porque, apenas no finalzinho. Deixo a sugestão que não fiquem voltado apenas nisso. Pois além de perderem um pouco do crescimento dessas duas mulheres – e isso eu ressalto por mostrar o universo feminino com muita sensibilidade -, poderão não perceber tudo mais. No que resultou na vida de todos com aquela tomada de decisão de Juliette a quinze anos atrás, como na dos demais com a convivência atual com ela.

Um outro ponto que quero salientar, é sobre o de empregar ex-detentos. Eu destaquei isso também num outro filme, recentemente. No ‘Evidências de um Crime’. Quando esse assunto é abordado num filme, abre caminho para uma diminuição no preconceito que há no mundo real. Essa chance deles voltarem de fato a sociedade após cumprirem sua sentença. Tendo um emprego já terão como começar uma vida nova.

‘Há tanto Tempo que Te Amo’ é um líbelo ao amor fraternal. Mesmo a mais forte das criaturas, há de chegar uma hora que vai precisar da mão estendida de alguém não tão forte. Às lembranças pesadas, o tempo se encarregará em apagar. São, foram os espinhos…

O filme aborda um outro tema, que de certa forma também é algo que ainda não é tão aceito pela sociedade. Dai, também é interessante o debate que fará surgir após assistirem. Mas é melhor parar por aqui, para não correr o risco de trazer spoiler.

Assistam! É um filme belíssimo!

Para conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme: www.xcine.com.br/filme_hatantotempoqueteamo.html

Campanha, ajude a movimentar a comunidade xcine no orkut : http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=48138198

excelente




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