Arquivo para Junho 14th, 2009

14
Jun
09

[Filme] Intrigas de Estado (State of Play)

intrigasdeestado

”É um filme competente, mas é bom você gostar de Envestigação Jornalistica se quiser assistir”

Eduardo Maurício, entrando no cinema para ver um filme cabeça não é um bom sinal, admito, sou um ‘blockbuster’, não me desperta interesse filmes ao estilo ‘jornalista Investigativo’ como Zodíaco, mas para minha sorte, Intrigas de Estado apesar de ser muito semelhante, consegue ter uma narrativa mais centrada e objetiva, ignorando blefes que ao meu ver, só desviariam o foco principal.

 

E por ser menos ‘enrolação’ que Zodíaco, eu não cochilei, mas já alegando que de longe, Intrigas de Estado é um filme divertido, mesmo tendo seus momentos de sangue na veia como a cena inicial, a do estacionamento e a reviravolta final. Minha sincera opinião? assista se tiver paciência, se tiver idéia do que realmente vai ver no filme, uma investigação jornalística que por momentos parece interminável, ai meu amigo, o filme só fica interessante depois dos primeiros 40 minutos.

Logo na primeira cena presenciamos o assassinato de dois desconhecidos na rua, seguido por outro terceiro numa estação de metrô, desta vez, a secretária (também amante) do bem sucedido político Stephen Collins (Ben Affleck), cabe agora a equipe jornalística comandada pelo inteligente e tipicamente descolado Cal McAffrey (Russell Crowe) e a blogueira Della Frye (Rachel McAdams) investigar o caso. Mas ao tempo em que vão juntando os fatos, um misterioso homem vai apagando as evidências uma a uma eliminando todos que tentam descobrir a verdade.

O Filme é sem dúvidas eficiente, intelectual, e quase que impecável se tratando de elementos técnicos, seja pelo roteiro escrito a quatro mãos (muito competente apesar dos furos), a atuação do estrelar elenco (sem exceções), a direção de Mcdonald (O Último rei da Escócia), e a trilha de ‘Alex Heffes’ que se esforça ao máximo para manter um clima dinâmico utilizando músicas instrumentais corriqueiras ate mesmo em momentos de longos diálogos.

O Final, que por sinal é o que você mais vai esperar do filme, não decepciona, mais minimiza o impacto, ou seja, fica aquela sensação de muito barulho pra pouco estalo.

Sabe, pessoalmente eu achei bom, muito produtivo, muito sério, muito intelectual, mesmo que cansativo em certos momentos. É por estes motivos, fico com um pé atrás em recomendar o público blockbuster (a maioria) a assistir o filme, mas se você curte um suspense inteligente com vários toques dramáticos e personagens humanos, não deixe este passar, não tem opção melhor disponível na semana.

PS 1 : não vou comentar a semelhança jornalística com o filme ‘Todos os Homens do Presidente’ e a série britânica de 2003 que originou este filme, simplesmente por não ter-los assistido.

PS 2 : No final do longa, um vídeo corre ao longo dos créditos, mostrando as interessantes etapas de um jornal sendo produzido antes de ser publicado.

Para conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme: www.xcine.com.br/filme_intrigasdeestado.html

bom

(Xcimetro – Mais ou Menos)

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14
Jun
09

[Filme] Minhas adoráveis Ex-Namoradas (The Ghosts of Girlfriends Past)

minhasadoraveisex

”Embora não se leve a trama a sério, ela consegue ser bem envolvente”

Estamos no meio do ano e já dá para se perder nas contas de quantas comédias românticas genéricas invadiram os cinemas este ano. Algumas melhorzinhas, outras mais fracas, mas o fato é que nenhuma delas é realmente acima da média e/ou traz algum, qualquer que seja, tipo de inovação pro gênero – tampouco para o cinema em geral.

Esse Minhas Adoráveis Ex-Namoradas (pavoroso título nacional para Ghosts of Girlfriends Past) ao mesmo tempo que segue a fórmula do gênero, consegue fugir do raquitismo criativo/narrativo que assola os filmes para casais.

Com base na narrativa do conto A Christmas Carol, o roteiro dos mesmos responsáveis do fraquíssimo Surpresas do Amor conta a história de Connor Mead (Mathew McConaughey), fotografo de moda garanhão que trata as mulheres como algo descartável. É na festa de casamento do irmão (Breckin Meyer) que ele começa a ser assombrado pelas lembranças de suas antigas namoradas que querem lhe ensinar o que é o verdadeiro amor, no caso, Jenny, personagem da carismática e talentosa Jennifer Garner.

Depois de um primeiro ato um tanto quanto enfadonho, assim que o personagem do tio entra em cena e Connor começa a receber as visitas dos espíritos, o filme ganha um ritmo totalmente diferente e vai conseguindo, aos poucos, envolver o espectador.

Lógico que não dá pra levar a sério os contornos dramáticos que o filme ganha conforme sua metragem avança, muito menos as lições que Connor aprende sobre a vida e sobre o amor, mas o resultado é uma narrativa envolvente, não se pode negar.

O roteiro da dupla Jon Lucas e Scott Moore, trata de forma sensível e correta a persona feminina, outro ponto para o filme. Geralmente nesse tipo de história as mocinhas sempre são vítimas, os homens sempre são insensíveis e esse contraponto sempre é usado como motor para a narrativa. Aqui é um pouco mais denso, os roteiristas se preocuparam em criar certa ambiguidade e até alguns arquétipos.

O elenco tem um único elo fraco e ele é justamente o protagonista: McConaughey. A sorte é que ao lado de Garner está um ótimo elenco coadjuvante que sustenta algumas sequencias.

Diretor dos igualmente simpáticos Sexta-Feira Muito Louca e E Se Fosse Verdade e do delicioso Meninas Malvadas, Mark Waters tem sucesso novamente com sua narrativa ágil e estilosa. Quase toda sua filmografia é constituida por comédias românticas e nesse gênero, Waters mostra um ótimo domínio para captação da mescla entre cenas que exigem maior dramaticidade com cenas de humor.

Para conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme: www.xcine.com.br/filme_minhasadoraveisexnamoradas.html

bom
(Xcimetro – Bom)

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14
Jun
09

[Filme] Hannah Montana : O Filme (Hannah Montana : The Movie

hannahmontana

”No fim das contas, acaba sendo menos pior do que muita gente julga. É filme pra fã, cumpre seu papel e vai fazer muito dinheiro ainda”

Como crítico de cinema, existe em mim a consciência de que nem sempre os filmes sobre os quais escreverei serão bons, mas algo que nunca pode existir é o preconceito. Qualquer tipo de julgamento antecipado pode arruinar uma análise crítica sobre o filme. Logo, foi com boas intenções e sem preconceito algum que fui ver Hannah Montana: O Filme, em uma sala lotada de crianças, em sua maioria meninas, na faixa dos 11 anos de idade arrastando pais com as mais variadas expressões faciais (do mau humor ao sono).

O filme começa e junto com ele uma cantoria em estilo musical – ainda que com edição de videoclipe – e logo somos apresentados a heroína infanto-juvenil: Hannah Montana.

Ela tem tudo o que quer: fama, dinheiro, independência – Hannah é, afinal a personificação do que toda pré-adolescente (e as vezes até adolescentes de idade mais avançada) quer ser e ter. É aí que mora o perigo.

A primeira parte da fita é sofrível, quase insuportável, repleta de humor pastelão e de uma infantilidade que ofende até mesmo os mais novos. Hannah é desenvolvida de maneira fútil e superficial. Então vem o conflito a ser trabalhado ao longo do filme: Hannah é na verdade um personagem criada pela cantora Miley Stewart.

Trata-se de uma dramatização do que já existe: Miley, filha do cantor country Billy Ray Cirus, começou na Disney um seriado onde interpreta a tal Hannah Montana, uma popstar que tem de manter sua identidade secreta custe o que custar… ou quase isso. Metalinguagem a parte, troca-se o sobrenome Cirus por Stewart, é a mesma coisa.

O pai da garota se preocupa com o peso que a fama pode estar causando sobre a filha e sem que ela saiba, leva a garota para sua fazenda, numa cidadezinha no interior do Tennessee. Lá a garota vai aprender a valorizar o que realmente importa: a vida simples, a família, os amigos de verdade, vai ficar mais sensível, e claro, arranja um caipira bonitão como interesse romântico – e dá-lhe menininha suspirando todo instante que o rapaz entra em cena.

O fato é que apesar de ser extremamente superficial e totalmente moralista, quando o roteiro aborda os conflitos da personagem, há ali uma certa pertinência temática para o público alvo que passa por uma fase de formação de caráter e cada vez mais é bombardeado por modismos e futilidades.

O elenco é fraco, o grande destaque é mesmo a bochechuda cantora-atriz-predicados-mil Miley Cirus. Não é exatamente uma atuação, mas vá lá, a menina tem certo carisma e faz o que pode. Está também no filme a pouca conhecida, porém talentosa, Margo Martindale e paramos por aí.

Escrito a seis mãos, o texto é dirigido pelo mediano Peter Chelsom que aqui parece ligado no modo automático.

Não é cinema, não funciona como filme, se estende além do necessário, tem uma narrativa frouxa e uma trilha sonora que surge nos momentos mais inadequados. Sim, é fraco, mas a falta de qualidade não se deve a protagonista e sim aos realizadores.

No fim das contas, acaba sendo menos pior do que muita gente julga. É filme pra fã, cumpre seu papel e vai fazer muito dinheiro ainda. Só lamento pelos pais que tentam se entrenter com pipocas e celulares enquanto o filme não acaba.

Para conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme: www.xcine.com.br/filme_hannahmontanaofilme.html

maisoumenos
(Xcimetro – Mais ou Menos)

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