Arquivo para Maio, 2009

23
Mai
09

[Filme] Uma noite no Museu 2 (Night at the Museum : The Battle of the Smithsonian

umanoitenomuseu

”O fato de não se levar tão a sério faz de Uma noite no Museu 2 uma comédia indispensável”

Eu acho que esta e a primeira vez que vejo uma sequência do gênero comedia ser melhor que a versão original, convenhamos papi’s, este e um caso raro, o que acontece na maioria das continuações de comédias e que elas acabam exagerando, acabam tentando ser mais do que podem ser e isso, alem de soar falso deixa o filme sem graça. Desviar-se deste caminho fez de Uma noite no Museu 2 um filme mas divertido, que soube se aproveitar melhor em relação ao primeiro.

 Invertendo as situações vistas no primeiro filme, aqui Larry Daley (Ben Stiller) não é mais o vigia noturno do Museu municipal, agora é um bem sucedido inventor de engenhocas e não tem mais problemas com seu filho.

No museu onde trabalhava, as peças estão sendo arquivadas e enviadas a Washington, no gigantesco museu de Smithsonian, sendo substituídas por hologramas informativos, Larry logo sabe que aquela será a ultima noite animada para seus amigos, as coisas não poderiam dar mais erradas ate Larry descobrir que o macaquinho Dexter levou consigo o artefato que os dava vida, com isso, libertando também o faraó Kah Mun Rah (Hank Azaria), que tem como objetivo pegar o artefato mágico e abrir o portão do submundo.

Larry e o único que pode impedi-lo, para isso conta com a ajuda da simpática Amelia Earhart (Amy Adams), a primeira mulher da aviação a sobrevoar o pacífico.

Usando uma variedade de personagens literários famosos que vão desde Ivan o terrível ao mafioso Al Capone, esta segunda parte consegue se destacar melhor não só pela qualidade de seu roteiro que entretém por mais tempo, mas também por ser mais objetivo e rico nos detalhes, porem ha um preço a se pagar quando um filme aposta muito em personagens novos, com tantos envolvidos alguns teriam que ser deixados de lado, são eles quase 80% dos personagens presentes no primeiro filme, que neste, aparecem em takes bem rápidos, um exemplo e a índia Sacajawea (Mizuo Peck) e o sábio Teddy (Robin Williams).

O filme tem muitas cenas boas, mais também muitas pra la de bobas, exemplos, Ben stiller lutando contra Kah Mun Rah no final usando apenas sua lanterna para atacar e defender foi ridículo, foi bem coreografado admito mas ficou forçado ao mesmo tempo. Por outro lado, a cena dos ‘Mini-Homens’ (Cowboys e Romanos) atacando em câmera lenta numa filmagem a lá 300, Fuck amazing!, ficou muito bom.

 Alem das boas satiras, os efeitos sonoros também ficaram punks, desde a ausência da poluição sonora aos tons graves das estátuas, já os especiais não chegam a ponto de surpreender, limitam-se ao mesmo nível gráfico do primeiro filme. (não confunda efeitos com qualidade de imagem e fotografia de cenários).

Momentos dramáticos aqui são poucos se comparados ao primeiro, o que pode ser bom, ate porque filmes deste estilo dificilmente dão certo quando acrescentado uma doze dramática.

Quanto ao final, ficou um porre, poderiam ter criado um encerramento melhor, o que foi feito tem mais furos que o filme inteiro alem de muito infantil. mas deixemos os detalhes de lado, porque sem eles o filme e perfeito pra uma sessão pipoca no escuro do cinema.

Só um detalhe, quando for assistir, não faça como eu, não se concentre nos defeitos, apenas curta o filme e você vai se divertir mais.

Para conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme:
www.xcine.com.br/filme_umanoitenomuseu2.html

3
(Bom)

23
Mai
09

PREMIAÇÃO XCINE 2009

premiacao

Ok, escolhidos os melhores de 2008 na programação americana

http://xcine.com.br/premiacoes_xcine2009.html

10
Mai
09

[filme] Star Trek (Star Trek)

startrek

”Personagens carismáticos, Interpretações memoráveis, Efeitos especiais de primeira e aventuras de tirar o fôlego, já é um dos melhores do ano”

Introdução

Você, admirador ou não de Star Trek, não vou te enrolar, vou começar esta crítica dizendo o quanto gostei do que vi mesmo não sendo fã e assumidamente um ignorante a respeito da obra. Pouco sei dessa ficção, universo nerd então estou por fora, só não fui com os dois pés atrás porque acreditava na competência criativa do diretor J.J Abrams e dos responsáveis a escrever Transformers Alex Kurtzman e Roberto Orci.

Como já disse, não era fã da série Star Trek, o único filme que vi relacionado era o Nemesis e alguns episódios quebrados que passavam no canal 21, portanto não espere no texto que vem a seguir, comparações ou controversas com a história original, vou simplesmente avaliá-lo como qualquer outro filme, ate porque acredito que assim como existam milhares de Trekkers pelo mundo, existem também milhares daqueles de nova ou ate mesmo antiga geração que não acompanhavam os aventureiros da tripulação U.S.S Enterprise.

Sobre  o Filme

O filme já começa empolgando com a equipe da U.S.S Enterprise sendo bombardeada Por uma misteriosa e gigantesca nave que surge através de um buraco negro, ate então o suposto vilão Nero (Eric Bana) não revela seus objetivos, querendo sem mais nem menos falar com o capitão da nave, depois de uma longa sequência de troca de ataques a destruição da Enterprise se torna eminente,  o deixado como responsável da nave decide evacuá-la e fazer o (óbvio) sacrifício para destruir aquela gigantesca base e tentar ganhar tempo para que os sobreviventes incluindo sua mulher grávida Winona Kirk (Jennifer Morrison) consigam fugir a tempo, sim, o novo capitão bancando o ‘herói’ será papai, pai do popular protagonista James Tiberius Kirk (Chris Pine).

Mesmo não sendo familiarizado com a trama de ST, me pareceu obvio que aquele longo, emocionante e eletrizante começo seria um tiro certeiro no coração ou na mente daqueles que já foram ou ainda são fãs de Star Trek, eu me senti emocionado mesmo não entendendo muita coisa do que estava acontecendo, no desenrolar da trama, Pessoal, o clima e o humor certeiro, a realização das cenas e o carisma inicial de cada personagem apresentado incluindo Uhura, Kirk e o jovem Spock me prenderam muito a atenção e claro, da ótima atuação de seus interpretes.

J.J Abrams pra mim já é um dos melhores realizadores desta época, adoro Lost apesar da enrolação,  Missão Impossível 3 foi o único dos três que realmente gostei e Cloverfield e um dos filmes de Monstros gigantes mais envolventes que já assisti, sem falar dos roteiristas que apesar de clichê, realizaram uma história carismática em Transformers, pra mim basicamente não tinha o porque Star Trek ser ruim, e o fato de Abrams revelar não ser um fã da série só me deixou ainda mais a vontade porque de alguma forma sabia que não seria aquela coisa que da a impressão de estar acompanhando pela metade, claro que os fãs (apesar de não serem os principais alvos segundo Abrams) vão ter seus momentos com cenas e falas simbólicas que fazem referência a série original.

Os efeitos especiais tem um pouco dos filmes catástrofes, Star Wars e aquele clima futurista com prédios, naves e planos de longa distância para vermos a imensidão das construções futurísticas, destaque pra cena em que vemos a nave de Nero perto da ‘antes’ Gigantesca Enterprise, parece um brinquedo perto de um avião, ou das cenas de tiroteios e explosões e cenários plenos embora o uso constante de Chroma Keys, as músicas temas que acompanham as cenas de ação e suspense também não são deixadas de lado, lendo aqui, lendo ali soube que foram reutilizadas alguns temas da série original, todas instrumentais, e se os efeitos especiais constantes ganham destaque com as incansáveis e emocionantes cenas de ação infelizmente o mesmo não pode ser dito aos efeitos sonoros que se limitam apenas em serem bons e nada de novo como visto em outros do gênero.

Mas como sempre digo, isso são só detalhes certo?, pouco interferem no resultado final do longa, Star Trek e um filme de ficção científica, ou seja, ignore as leis da física, ignore a existência de certos objetos e ignore as cenas mentirosas que estamos acostumados a ver em um filme de ação, ate porque um Blockbuster não tem obrigação nenhuma de parecer real, o exagerado funciona muito bem aqui e não há questionamento algum, Aliens, Fogo no Espaço, Monstros e outras digamos ‘banalidades’ fazem parte deste universo.

Os Personagens

Quanto aos personagens, eles me pareceram o forte do filme, tamanha a positividade de seus desenvolvimentos resultaram numa originalidade indiscutível, comentando com um grupo Trekkers na Internet a respeito do filme, pude perceber o quanto segundo suas opiniões, as novas personalidades não só se pareceram bastante com os originais como também foram aceitas e tomadas como mais carismáticas, talvez por terem mais a cara da geração jovem. Claro, não podemos falar dos personagens sem envolver seus apresentadores, os respectivos atores de classe B no mundo do entretenimento deram um show que na minha opinião, não merecem ser contrariados. Sem comparações, olhando apenas para o filme em Si.

Chris Pine que finalmente resolveu mostrar seu potencial criando unicamente um personagem cômico, cafajeste, sacana, corajoso e interessante do tipo que todo mundo ama, Zachary Quinto que deixou de lado o sinistro Sylar da série Heroes para viver um convincente meio Humano meio Vulcano dotado de disciplina e sabedoria, Eric Bana irreconhecível como o vilão Nero apesar de pouco marcante, Karl Urban como o indispensável Dr. MacCoy – (mancada não citar o restante da tripulação) Zoe Saldana como a charmosa Uhura, Simon Pegg o palhaço gênio, John Cho Hikaru o japinha estiloso e o jovem do sotaque russo engraçado Pavel Chekov (Anton Yelchin).

Não esquecendo também dos coadjuvantes, a presença do Spock da TV Leonard Nimoy, a irreconhecível e que me escapou da mente Winona Ryder como mãe do Spock e como mãe do protagonista Kirk, Jennifer Morrison da série House.

Conclusão

Meu lado nerd apesar de tudo o que viu não virou fã, mas meu lado pessoal adorou os personagens, adorou as cenas, e principalmente adorou o filme, o mesmo deve acontecer com você, que assim como eu, não é um Trekker.

O final e meio que uma deixa para outras sequências, tomara que aconteçam, ate porque a partir desta nova, a franquia foi renovada começando tudo do zero, apto para antigos, adoradores e conformados fãs e os novos interessados.

 Ficha Especial : Críticas, Fotos, Vídeos, Curiosidades, Informações, Papeis de Parede e Downloads : www.xcine.com.br/filme_startrek.html

4
(Ótimo)

03
Mai
09

[filme] X-men Origens : Wolverine

xmen

1
(Horrível)
51
(Excelente)

(Clique para ler as críticas, ver fotos, curiosidades, informações e etc)

Como vocês podem ver pessoal, minha equipe ferro comigo, os dois assistiram o filme, um detestou, a outra adorou, com isso fica difícil não so pra mim (que ainda não assistiu), mas pra vocês também que acessam o blog para ver se o filme presta ou não.

vou pedir um favor pra quem ja assistiu,
deixe seu comentário aqui ou no site, se gostou ou não. Desta forma vai poder ajudar outros usuários que vão confundir a cuca vendo duas notas tão distintas :)

03
Mai
09

[filme] A Garota Ideal (Lars and the Real Girl)

agarotaideal

”A Garota Ideal é um belíssimo filme, engraçado até onde pode, escrito e dirigido com perfeição onde os personagens ganham amor de seus intérpretes.”

A Garota Ideal é um filme que sofreu descasos. Não só por parte da Academia, que indicou o brilhante roteiro mas esqueceu do soberbo elenco, mas também por parte das distribuidoras e do público.

Primeiramente, não se trata de uma comédia, embora a situação tenha um potencial incrível para fazer o público gargalhar. E sim, existem cenas onde segurar o riso é impossível, entretanto, o riso vem juntamente com uma dose de pena e carinho pelo personagem.

Lars (o magnífico Ryan Gosling) é um sujeito absurdamente tímido, que mora na garagem do irmão Gus e a cunhada Karin (os igualmente ótimos Paul Schneider e Emily Mortimer). Lars se recusa a qualquer tipo de situação que o faça sair de casa, as únicas exceções são as idas para o trabalho e para a igreja aos domingos. Ele usa no pescoço um cobertor de quando era criança, e evita falar mais do que o necessário com as pessoas.

Certo dia, Lars surpreende Gus e Karin com um pedido: apresentar sua namorada. O único problema é que, por ser uma missionária brasileira, Bianca não fala muito bem o inglês e também não pode andar. Lars então pede aos dois que não a tratem com diferença por conta disso. Entusiasmados, o irmão e a cunhada pedem que ele a traga para o jantar.

O diretor Craig Gillespie introduz a cena com um take de Gus e Karin pasmos, para depois finalmente nos mostrar Bianca: uma boneca feita para relações sexuais.

Por mais engraçado que possa parecer, isso nos dá toda a dimensão da solidão de Lars, e é isso o que o filme aborda, dosando muito bem sensibilidade com naturalidade, evitando caricaturas e estereótipos.

O sensacional roteiro de Nancy Oliver começa nos levando até a intimidade de Lars, em uma cena onde Karin o chama para o café da manhã. Daí pra frente, segue uma uma trama construída sob adequações ao tema e diálogos que guardam em sua aparente simplicidade toda a densidade que as contidas emoções escondem.

Nas mãos do diretor errado, A Garota Ideal poderia facilmente ser executado como uma comédia, afinal, o timing aqui é tudo. A linha entre o drama e a comédia é muito tênue e felizmente ganha respeito por parte da direção. O desconhecido Gillespie constrói uma narrativa que valoriza as atuações ao mesmo tempo que foca seus personagens estratégicamente para enfatizar suas emoções.

O elenco é uma perfeição, todos muito contidos porém em atuações magistrais. Schneider, Mortimer e Patricia Clarkson, como a psicóloga de Lars, são os coadjuvantes perfeitos pois evidenciam o quão bem escritos são seus personagens ao mesmo tempo que dão a eles uma dose a mais de humanidade, algo sublime e sincero.

Ryan Gosling está soberbo como sempre e faz com que Lars, um personagem complicadíssimo, nunca perca sua veracidade e crie conexão com o público, fazendo com que todos se sensibilizem com seu drama. Em certas cenas ele assusta tamanha a verdade e a comoção, sobretudo no clímax que depende unicamente de sua atuação.

A Garota Ideal é um belíssimo filme, engraçado até onde pode, escrito e dirigido com perfeição onde os personagens ganham amor de seus intérpretes. É enfim, uma obra genuinamente encantadora.

Para conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme: www.xcine.com.br/filme_agarotaideal.html

5
(Excelente)

03
Mai
09

[filme] Recém-Chegada (New in Town)

recemchegada

”É uma diversão bem leve, um filme que reserva uma dose razoável de piadas e um final previsivelmente feliz. Pedir mais que isso de um filme desses é querer demais”

Existe uma antipatia muito grande e quase generalizada para com a vencedora do Oscar Renée Zellweger, e muito disso sem fundamento. Verdade seja dita, ela é superestimada pela Academia, e isso desde quando ganhou fama no sucesso O Diário de Bridget Jones. Três indicações, uma estatueta ganha, Renée nunca inspirou carisma nos críticos e no público.

Particularmente, discordo que ela não tenha talento, pelo contrário. Apesar de não ser uma grande atriz e do botox que paralisa suas feições, Zellweger sempre faz de seus personagens algo único, ainda que muitos deles sejam bem parecidos.

Não que isso salve este Recém Chegada, mas a atriz não é nem de longe o problema do filme.
A trama narra a história de Lucy Hill, uma executiva que ama sua vida na badalada e quente Miami porém é mandada pela empresa para fiscalizar uma de suas filiais em uma pequena cidade em Minesota.

Não bastasse o clima ser totalmente diferente, as pessoas do lugar sofrem de extremos pois, ou tratam Lucy de forma hostil ou a tratam excessivamente bem e a executiva não é exatamente o tipo de mulher que leva desaforo para casa.

Porém, com o passar do tempo, ela vai se apaixonando por um colega de trabalho e se socializando cada vez mais com os moradores da cidade.

O primeiro ato reserva algumas boas piadas, sobretudo quando mostra o choque entre a arrogante personalidade de Lucy com os efusivos e amorosos habitantes. Mas começamos então a perceber certo esquematismo, certos caminhos fáceis e óbvios que o roteiro vai tomando e o filme vai lentamente caindo no lugar comum das comédias românticas. Talvez se concentrasse mais o foco em Lucy, a executiva independente que não precisa de um par para ser feliz na cidade, ou criasse um conflito mais complexo… mas não, a fórmula é igual a de tantos outros filmes do gênero.

A direção do pouco conhecido dinamarquês Jonas Elmer, também não se propõe desafios, tudo é muito simples e a narrativa extremamente didática, se existe humor é tudo por conta do elenco, sobretudo dos coadjuvantes, uma vez que Renée perde o fôlego no meio do segundo ato.

É uma diversão bem leve, um filme que reserva uma dose razoável de piadas e um final previsivelmente feliz. Pedir mais que isso de um filme desses é querer demais.

Para conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme:
http://www.xcine.com.br/filme_recemchegada.html

2
(Mais ou Menos)




Links

 

Maio 2009
S T Q Q S S D
« Abr   Jun »
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

Cinema, Jogos, Quadrinhos, Televisão, Séries, Filmes, Nos Cinemas, Críticas, Resenhas, Especiais, Comentários, Notícias, Informações, Cultura, Xcine

Blog Stats

  • 185,938 hits

Principais mensagens

Páginas