Arquivo para Abril, 2009

26
Abr
09

EEE!!!! CHEGOU O PROMO DE OURO 2009

xcine2009

Ola galera, estamos começando nossa segunda premiação, o PROMO DE OURO 2009, A lista foi unicamente desenvolvida por Lucas Procópio – o resenhista do site, portanto se algum filme que você goste estiver na categoría de ‘Pior’ ja sabem que a culpa não foi minha :) , votem de preferência uma vêz apenas, os resultados saem assim que alcançamos a marca mínima de 600 votações.

CLIQUE AQUI PARA VOTAR!!!

26
Abr
09

[filme] Eu te Amo, Cara (I love you, Man)

euteamocara

”Boa opção pra quem quer entretenimento em um sábado a noite. Leve seu melhor amigo”

Bromance!

O termo (Brother + Romance) é utilizado para caracterizar filmes que focam a amizade masculina. Nos últimos anos esse subgênero vem ganhando popularidade com os filmes de Judd Apatow & Cia (O Virgem de 40 anos, Superbad – É Hoje!, Segurando as Pontas…).

Chega agora, um filme que fala justamente sobre isso: o amor, não somente amizade, entre dois amigos e, por ironia, desta vez sem o envolvimento de Apatow.

Trata-se da história de Peter Klaven (Paul Rudd), um cara que viveu toda sua vida cercado apenas de amizades femininas e agora, prestes a se casar, se vê pressionado pela noiva e pelos familiares a arranjar um “best man”, espécie de padrinho dos casamentos americanos.

Ele começa uma busca desesperada, mas não encontra nenhum cara que seja compátivel o bastante com ele. Quando menos espera encontra Sydney (o carismático Jason Segel), um cara simpático no qual Peter enxerga uma potencial amizade.

Os dois começam a sair juntos e descobrir afinidades e daí o roteiro tira as situações mais engraçadas e bonitinhas ao mesmo tempo que faz uma crônica usando a crescente amizade entre os dois como arquétipo para as relações da vida de um homem comum.

Ganha mérito também por não ridicularizar personagens e tratar a homossexualidade, algo que seria inevitável não abordar, de forma natural, eliminando aí todo tipo de ridicularização e estereótipos.

As piadas físicas também não tem vez, tudo depende do timing – ótimo por sinal – dos atores e não existe um esforço em fazer graça do que obviamente não tem.

A direção é minimalista, e isso é bem vindo aqui, pois o foco é único e a narrativa é bastante clara e suave. Logo, a missão em fazer rir fica por conta de Rudd e Segel, conectados por uma deliciosa química que rende ótimos momentos.

Faz falta porém, um time de personagens coadjuvantes mais carismáticos ou interessantes. É fato que Andy Samberg, o irmão de Peter, gay, bem sucedido nos relacionamentos, poderia ter um espaço muito maior. O comediante do Saturday Night Live é hilário em tudo que faz e ficou apagado aqui.

Um bom filme, engraçado até onde pode, emocionante e no mais, bem bonitinho – a cena em que Peter faz a proposta para Sydney fez a platéia toda suspirar. Boa opção pra quem quer entretenimento em um sábado a noite. Leve seu melhor amigo!

conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme: www.xcine.com.br/filme_euteamocara.html

314
(Bom)

26
Abr
09

[filme] W. (W.)

w

”W. falha como biografia política, e temos que agradecer por isso, uma vez que funciona muito bem como a obra cinematográfica que é”

O diretor Oliver Stone surpreendeu a todos quando anunciou que seu mais novo projeto seria a biografia de George W. Bush, e isso, enquanto o presidente ainda estava ocupando a presidência dos Estados Unidos. Considerando sua filmografia polêmica e sua postura totalmente anti-Bush, o público e a crítica começaram desde então, cultuar o projeto esperando um filme cínico, crítico e irônico. Muitos até cotaram o filme como o mais esperado do ano e a cada novidade divulgada, salivavam mais e mais pelo filme.

Quando W. estreou, a decepção foi imensa, críticos se voltaram contra Stone pela falta de polêmica e logo trataram de cotar o filme como fraco.

O que ninguém entendeu é que, até quando Stone opta por não ser polêmico, ele é. W. é mais sobre Stone e o público do que sobre o próprio presidente.

O mais engraçado disso tudo foi que vários conceituados críticos de cinema, movidos pela decepção, classificaram o filme como ruim atribuindo a falta de qualidade pelo que o diretor poderia ter feito e não fez – mas e o filme em si? a obra já realizada? até onde sei, não são fatores externos que definem a qualidade ou a falta dela em um filme.

Uma obra baseada em fatos reais não tem a obrigação de seguir a opinião da maioria sobre o fato em questão. A birra, afinal, se deve muito mais ao roteiro de Stanley Weiser do que propriamente a direção de Stone.

Acompanhamos a trajetória do ex-presidente desde quando este era apenas um estudante. O roteiro aborda os problemas com o alcoolismo, a vida familiar, a rivalidade com o pai e a passividade para com os acessores por um viés que coloca o protagonista como o catalisador de tudo isso: passivo, patético e perdido, porém nunca vitimizado.

O texto tem sim suas falhas, como uma certa falta de rumo que acaba deixando a narrativa um tanto quanto turva.

Stone deixa o circo pegar fogo, apenas observando o texto ser encenado, interferindo apenas para adicionar ênfases. Se há alguma ironia, ela vem da poderosa performance de Josh Brolin, que escapa da caricatura e entrega um personagem crível, longe da imitação, respondendo com inteligência aos acontecimentos propostos pelo texto. A partir das nuances de Brolin as leituras gerais começam a se revelar. E não é uma fraqueza de Stone, pelo contrário, desde os primeiros planos ele entrega essa responsabilidade ao ator em um take onde a câmera flerta com os olhos do personagem. A câmera se distancia de Bush e nos revela um estádio onde ele se encontra no meio do campo, saudando a platéia, vazia.

Ou mesmo antes, nos créditos que anunciam o filme: o primeiro nome é o de Josh Brolin, seguido pelo “written by Stanley Weiser” e por último o crédito da direção de Oliver Stone.

Na verdade, o diretor se mostra muito bem aqui. Não, não é irônico, mas é um bom diretor de cinema e é isso o que está em questão. A escolha dos movimentos de câmera adequando-se a singularidade de cada cena, a forma como move-se ao redor do protagonista e em certos takes o sufoca, o bom uso do foco… tudo casa-se perfeitamente com bastante segurança e coerência.

O elenco é irregular, sendo Josh Brolin o maior destaque, mostrando-se cada vez melhor após sua volta triunfal em 2007. Deveria ter tido maior reconhecimento por seu trabalho aqui.

De qualquer forma, no fim das contas, sim, W. falha como biografia política, e temos que agradecer por isso uma vez que funciona muito bem como a obra cinematográfica que é. Um drama com certa dose de sátira e humor. Por pior que tenha sido Bush como presidente, e ele realmente foi, não podemos negar que W. consegue ser um ótimo filme sem maiores críticas ou denuncias ao governo do republicano caipira.

Para quem quer ironia, está lá, na genial e hilariante última cena, Stone gargalhando de tudo isso e encerrando seu filme da forma mais coerente possível.

Para conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme: www.xcine.com.br/filme_w.html

42
(Ótimo)

26
Abr
09

[filme] Evocando Espíritos (The Haunting in Connecticut)

evocando_espiritos

”a incompetência em fazer um bom filme realmente não compromete a diversão”

Em 2001 Alejandro Amenábar surpreendeu o público com seu assustador e brilhante Os Outros estrelado por uma ótima Nicole Kidman e com alguns dos momentos mais aterrorizantes dos últimos tempos.

O inglês Andrew Douglas, em 2005, dirigiu sob encomenda o remake do clássico Horror em Amityville. O resultado foi um longa repleto de clichês e estragado quase que completamente pela histérica edição.

Imaginem agora um cruzamento do excelente suspense sobrenatural de Amenábar com o sofrível horror de Douglas e você terá uma boa visão do que é este Evocando Espíritos.

Praticamente todos os elementos presentes do roteiro de Os Outros estão aqui: Rituais afim de evocar fantasmas, mãe que luta contra a doença do filho, cadáveres posados para fotografias e até mesmo uma boa atriz como protagonista, aqui a indicada ao Oscar Virginia Madsen.

Se fosse conduzido da mesma forma, ainda que uma cópia descarada, teria boas chances de ser um bom filme caso visto independentemente. Mas não é, pois o texto em prática é executado da mesma forma que a esquecível fita de 2005, com direito a cenas clonadas e arcos dramáticos idênticos. Tudo isso dirigido da forma mais perdida e desencontrada possível! A ambientação, um elemento-chave do gênero e que se faz ainda mais necessário quando a trama se passa em um único lugar (lembremos sempre que uma casa dá ao diretor a possibilidade de criar ótimas cenas claustrofóbicas), é totalmente esquecida e trocado por uma série de planos que não se conectam a favor da narrativa.

Na trama, um adolescente descobre que está com câncer e sua família decide se mudar afim de diminuir a distância entre a clínica e a residência. O que eles não sabem é que compraram uma casa dona de um passado sombrio (!) que aos poucos vai tomando conta do garoto doente.

É interessante como os roteiristas introduzem a trama, focando somente a relação entre mãe e filho. Porém erra ao introduzir, paralelamente, o horror, cedo demais. Assim, a tensão se desgasta rapidamente e o terceiro ato, que já é arrastado, parece interminável e nos leva a um clímax que não se anunciou, ou seja, o espectador não tem noção alguma do momento em que se encontra a trama.

A dramaticidade do texto só não fica parecendo piegas porque ganha alento na ótima performance de Madsen e do bom Kyle Gallner, que interpreta Matt, o filho doente.

Para quem não quer nada além de bons sustos e sequencias macabras, a incompetência em fazer um bom filme realmente não compromete a diversão em ver um filme de horror mediano. Afinal, fotografias de gente morta com algodão enfiado nas narinas sempre causam um arrepio na nuca.

Porém, da mesma forma que você sabe que o cadáver não abrirá os olhos, por mais impressionante que a imagem seja, o filme não ficará bom por causa de um ou dois takes inspirados.

Além de uma indigesta mistura de tão distintos ingredientes, ainda há o risco de uma dor de cabeça após este histérico e desencontrado passeio de trem-fantasma.

Para conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme: www.xcine.com.br/filme_evocandoespiritos.html

22
(Ruim)

26
Abr
09

[filme] Sinédoque, Nova York (Synecdoche, New York)

sinedoque2
”O melhor filme que vi este ano ‘até agora”’

Estou extremamente feliz em poder escrever a crítica sobre o novo trabalho de Charlie Kaufman! Não só porque sou fã declarado dele e de sua obra, mas porque Sinédoque, Nova York é um acontecimento!

Trata-se da estreia do roteirista na direção, trata-se também do melhor filme de 2008 e de uma das obras mais emocionantes, inteligentes e geniais dos últimos tempos.

Mas antes de começar o texto, vale um aviso: não é um filme fácil, não é para todos os públicos, não é exatamente o que podemos chamar de inteligível, é o tipo de obra que divide público e crítica e certamente há quem vai dizer que é arte pseudo-intelectual barata.

Sobre este último item, devo me adiantar que antes de ser excêntrico, Kaufman procura fazer sentido, por mais difícil e inacessível que possa parecer.

Não foi com a metalinguagem que o diretor foi reconhecido, ou pelo menos não foi por tal elemento que lhe fizeram as maiores honras. Em 2005, ele abocanhou o Oscar de melhor roteiro original por sua complicada e engenhosa trama na qual um sujeito após descobrir que sua ex-namorada o apagou de sua memória, decide passar pelo mesmo processo – e enquanto suas memórias são apagadas, ele descobre que ainda a ama e começa internamente, junto a lembrança dela, tentar reverter o processo. Entendeu? Ok, é assim mesmo.

Mas o fato é que a metalinguagem é uma constante em seus trabalhos, só não consigo dizer em qual ela se faz mais presente: Em Quero Ser John Malkovich, ele fez com que dois sujeitos encontrassem, literalmente, a porta para a mente do ator e, em Adaptação criou uma trama em que ele era o protagonista, tinha um irmão gêmeo e tentava, paralelamente as filmagens do primeiro filme, adaptar um roteiro sobre um ladrão de orquídeas ao mesmo tempo que desenvolvia uma segunda trama: a do ladrão de orquídeas que se apaixona pela mulher que está escrevendo um livro sobre sua história, livro este que mais tarde terá de ser adaptado por… Charlie Kaufman.

Aqui, o diretor de teatro Caden Cotard (Philip Seymour Hoffman, monstruoso) está cada vez mais doente e deprimido. A mulher o deixa para viver com sua amante Maria, e leva consigo a filha do casal.

A medida que o tempo passa, Caden fica mais e mais doente, até que um dia recebe um telegrama com a notícia de que tem um gordo orçamento para fazer o que quiser. Ele decide então, montar uma peça que conta sua própria história e, dentro de um enorme galpão começa a construir tudo aquilo que faz ou fez parte de sua vida, inclusive o próprio galpão.

A trama ainda reserva outros arcos a serem desenvolvidos: Caden é um sujeito extremamente dependente do sexo feminino: além de sofrer com o abandono da mulher, a ausência da filha e a rivalidade com Maria, ele se envolve com uma bilheteira que mora em uma casa em chamas e também com uma atriz fascinada por seu trabalho, é analisado por uma controladora psicóloga e ao longo do filme vai se encontrando e até mesmo se fundindo com o sexo oposto. Não por acaso. A mulher é usada como alegoria por Kaufman, a fonte da vida, o poder de concepção que elas tem é justamente o que completa Caden, o artista. É o que o gera, o que o faz falta, o que o completa, o que o guia, aquilo que lhe condena e lhe amedronta. É Kaufman, mais uma fez presente na trama completando seu outro alterego, Caden.

O fabuloso elenco, quase que todo composto por mulheres é um dos grandes trunfos do longa. Exigüidade é dada para cada uma delas que passeiam entre o drama e a comédia sem tropeços. A trilha sonora nos dá toda a dimensão de solidão que cerca o personagem. A edição muda seu estilo conforme a trama pede, mas sem quedas de ritmo comprometedoras, muito pelo contrário. A suave e melancólica fotografia valoriza um lindíssimo e notável trabalho de direção de arte. Roteiro e direção magníficos.

No primeiro take, o diretor-roteirista já nos mostra do que fala seu filme com Caden acordando – nós, a platéia vemos apenas seu reflexo até que os créditos iniciais acabem.

Mas o filme não é exatamente sobre a metalinguagem, embora esta esteja presente desde as fezes da filha do protagonista até os inteligentíssimos e sarcásticos diálogos. É um filme sobre a solidão do artista e a busca e concepção da arte. Segundo Kaufman, a arte, até mesmo quando não a encontramos e a concebemos, está presente pois é em primeiro lugar, a essência do artista.

O texto reserva para cada piada uma dose de tristeza e para cada momento de maior dramaticidade, uma deliciosa dose de sarcasmo – nos vemos rindo do suicídio de um escritor e nos encontramos comovidos com uma cena de agressão que beira o pastelão.

Ainda há agradabilíssimos toques de surrealismo que nos remetem ao cinema de Luis Buñuel e a verborragia e o lirismo típicos das obras do sueco Ingmar Bergman, tudo isso assinado com estilo próprio que se nota pelo brilhantismo e fiel conexão ao texto. No mundo criado por Kaufman, absolutamente tudo faz sentido, tudo se conecta, tudo tem um significado e um porquê. Não há desperdícios, não há excessos e tudo está a favor do que se propôs a contar e, se é isso que define uma obra-prima, leve também em consideração que a genialidade anda aqui, de mãos dadas com as emoções mais genuínas que a arte pode causar.

Não me recordo de nenhum filme que tenha me feito chorar com os créditos finais e não me lembro de créditos finais, que por si só, significassem tanto para o que foi narrado nas duas horas anteriores. Obrigado, Charlie Kaufman.

Para conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme: www.xcine.com.br/filme_sinedoque.html

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(Medalha de Ouro – Uma Obra Prima :)

26
Abr
09

[filme] A montanha Enfeitiçada (Race to Witch Mountain)

amontanhaenfeiticada

”vamos deixar essa passar e esperar a próxima atração Live Action da disney…Eles podem fazer melhor”

Nos Anos 70 foi lançada a versão original do filme ‘A montanha Enfeitiçada’, confesso que nunca havia assistido apenas ouvido falar, mas quem é antenado no ramo cinematográfico sabe que ficções científicas naquele tempo bombavam nas salas de projeções, não só por envolver mistérios, principalmente quando se tratava de seres extraterrestres mas primeiramente pelo uso da computação gráfica que era incomum naquele tempo.

Agora, em pleno século 21 estamos sendo bombardeados por refilmagens de longas que já fizeram sucesso uma vez, mas julgando o que já vimos nos tempos de hoje, o que de novo essas refilmagens trariam se não os efeitos melhorados e a proposta de apenas divertir?!

Vou ser claro e direto, curto e grosso como o House.

A sensação de Dejavú é constante, logo não preciso dizer que o filme é clichê certo???, ta… outra, O nível de profundidade é baixa, os personagens são legais mais poucos explorados, todos, sem exceção… The Rock (Agente 86) é o cara, não é la um shakespeare no cinema mais encontrou o gênero certo depois das lutas fingidas no WWE, a Ação com toques de comédia fazem seu estilo, o cara e simplesmente demais, mas o roteiro nada pretensioso faz seu personagem Ex-detento Jack Bruno sem cabimento…Pra um cara que acaba com dois policiais armados em menos de 10 segundos, se assustar de medo ao ver uma alienígena levitando aparelhos não faz sentido, mesmo sendo esta cena a mais engraçada do filme. AnnaSophia Robb (Ponte para Terabítia), linda… é jovem, adolescente, e muito talentosa, outra vitimada pela personalidade, Alexander Ludwig (Os Seis Signos da Luz), jovem, bonito, futura personalidade galã de hollywood, personagem pouco envolvente e criativo, esquecível… Carla Gugino (Watchmen), mulher bonita e sensual, a coadjuvante dos coadjuvantes.

e quanto as lutas???, limites ridículos… Eu assisti Transformers que teve a mesma censura (12) e foi menos inocente, A montanha Enfeitiçada poderia muito bem ser livre, é fraco por um todo, fora as atuações que são aceitáveis. Os coadjuvantes são ate legais mais são usados apenas como enfeites, o caçador (que parece o predador) que quer matar os aventureiros é totalmente descartável, serve no filme apenas para explodir coisas já que a CIA faz (embora limitado) muito bem o papel dos vilões.

Mas enfim, o filme não é de todo ruim, é esquecível, mas pode proporcionar diversão dependendo do seu humor, vamos deixar essa passar e esperar a próxima atração Live Action da disney…Eles podem fazer melhor.

Para conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme: www.xcine.com.br/filme_amontanhaenfeiticada.html

21
(mais ou menos bom)

15
Abr
09

[Filme] Divã (Divã)

diva

”Por mais teatral que seja, não deixa de ser uma boa escolha narrativa já que o filme se assume dessa forma”

Em certa altura do filme, o público no cinema fica sem ar de tanto rir em uma cena onde duas amigas conversam sobre masturbação feminina. Um pouco depois, o silêncio toma conta da sala e todos sentem-se comovidos pela personagem que tem de enfrentar uma dura perda.

 

Essa transição entre o riso barulhento e o triste silêncio do público pode ser chamada de tragicomédia – e também nos dá uma idéia dos hiatos que pontuam Divã.

Baseado em um livro de auto-ajuda, chega aos cinemas de todo o Brasil o novo trabalho do diretor José Alvarenga Jr., o mesmo de Os Normais – O Filme e escrito para as telas pelo ator e roteirista de TV, Marcelo Saback.

A idéia inicial é bastante interessante, uma vez que o filme assume o tom de auto-ajuda e declaradamente quer passar uma mensagem ao público.

 

Mercedes (a maravilhosa Lília Cabral) é uma professora de matemática, casada e com dois filhos crescidos, que, no auge dos 40 anos decide que precisa de auto-conhecimento e por mais algumas razões desconhecidas, tanto para ela quanto para o público, começa a freqüentar um analista – daí o título do filme.

A medida que o tempo passa, as consultas começam a ser não com o analista, mas com ela mesma, e o diretor por sua vez, trata de fazer com que essas cenas sejam na verdade uma conversa com o público.

Por mais teatral que seja, não deixa de ser uma boa escolha narrativa já que o filme se assume dessa forma e nas mãos de Lília Cabral todas as sequencias dos monólogos ficam hipnóticas. O problema é que uma boa idéia não faz um filme ser bom, e quando a direção tem que mostrar seu potencial cinematográfico acaba por explicitar várias falhas do texto.

A pretensão do roteiro só não fica mais evidente pela naturalidade que a direção adota em alguns momentos, e a direção funciona muito melhor quando não tenta manipular cenas com soluções visuais – pseudo-dramáticas e de gosto duvidoso, por sinal. Isso contradiz todo o estilo narrativo que o diretor havia adotado: de sufocantes closes nas sessões de análises até a câmera na mão no ambiente doméstico, dando aos atores uma liberdade em cena muito maior e buscando claramente um certo realismo. Nada de original, mas uma escolha bastante adequada.

Quando o diretor trai sua própria narrativa, o filme perde sua identidade. Não são nada necessários, por exemplo, manipular os takes que encerram as cenas com os atores posados, afim de evidenciar algo que já estava ali. E antes que pense que eu não acho uma opção válida, fique sabendo que considero tais ferramentas muito interessantes, mas repito, adequação é importantíssima para um bom resultado final e aqui essas manipulações definitivamente não casam com o resto – vide a cena em que ela revê a fita de casamento, além de desnecessário, roteiro e direção pecam por não acreditar em nuances.

O texto, por sua vez, tem momentos inspiradíssimos mas peca pelo exagero e cria alguns personagens que beiram o estereótipo. Piadas fáceis e preconceituosas não se encaixam com a trama que caminhava até então muito bem.

Para fazer o público rir, Saback não economiza na visão estereotipada do sexo masculino, na ridicularização de homossexuais, do sexo feminino como um todo e, quando o texto excede na tragicomédia, nem a pobre da protagonista escapa de piadinhas desnecessárias e constrangedoras.

 

Mas é justamente a inserção do humor tragicômico, em doses certas, que dão ao filme seus melhores momentos e fazem a trama caminhar por uma narrativa segura atendendo as propostas e resolvendo satisfatoriamente seus conflitos.

Quando o roteiro é inteligente, usa os personagens coadjuvantes para confrontar Mercedes e coloca-la em situações decisivas: seu casamento de 20 anos com Gustavo (José Mayer) está se desgastando e flerta com o divórcio, ela então descobre que ainda pode causar atração quando conhece o irmão mais velho de uma aluna, Theo (Reynaldo Gianecchini). Também é usada de maneira esperta a personagem Monica (Alexandra Richter), a melhor amiga, que faz um contraponto com Mercedes. Ela é de longe o personagem mais interessante depois da protagonista: enquanto Mercedes fica cada vez mais liberal em busca por sua emancipação como mulher, Monica é uma dondoca cujo único interesse é cuidar de sua família e o único homem pelo qual ela sente atração é o próprio marido (Eduardo Lago) – e ponto positivo pro texto por não faz juízo de valor dela.

Todas as mudanças que esses personagens causam na vida de Mercedes culminam em auto-descobertas que ela divide com o analista/público.

O elenco é extremamente irregular, pois, enquanto Cabral e Richter dão um verdadeiro show, o elenco masculino erra feio, ora pela falta, ora pelo excesso.

Mayer está insosso; Lago, nas poucas cenas em que aparece, soa tão artificial que consegue comprometer; Cauã Reymond, em uma rápida participação, exagera ao interpretar um jovem descolado; e fica claro que o sucesso de Gianecchini deve-se única e exclusivamente pela beleza, já que até o charme de outrora ele perdeu, restando apenas apatia e inexpressividade;

Mas reservo alguns parágrafos para o maior trunfo do filme, uma atriz que faz por merecer o título de Estrela e honra sua classe: Lília Cabral.

É uma enorme satisfação ver uma atriz de seu porte tendo um filme todo para si e melhor ainda é ver ela respondendo com maestria a todas as exigências de sua personagem.

Nuances precisas, versatilidade total, carisma incontestável… Lília brilha em todos os momentos, até mesmo quando a direção falha ou suas frases não foram bem escritas. Pode-se dizer que ela carrega, por diversas vezes, o filme nas costas – e o faz maravilhosamente bem. Ela some no personagem, se emociona verdadeiramente com a cena, faz o público gargalhar.
Em determinada seqüencia, flagramos Mercedes alterada pelo uso de certa substância ilícita. O público perde o fôlego de tanto rir – não pela situação, mas pelo que Lília faz na cena. É hilário, e ao mesmo tempo monstruoso de bom!

Lília Cabral firma-se como uma das maiores e mais brilhantes atrizes brasileiras, uma das grandes atrizes do cinema, afinal. Perfeita!

Divã é, enfim, um bom filme que não escapa das suas falhas e leva tombos por suas pretensões mas ao mesmo tempo consegue ser inteligente, sútil, hilário e merece ser visto, sobretudo, pela acachapante presença e atuação da atriz principal. O filme realmente é pontuado por altos e baixos, porém essas eventuais falhas são engolidas pelo talento de Lília Cabral.

311
(bom)

Para conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme: www.xcine.com.br/filme_diva.html

15
Abr
09

[Filme] Dragonball Evolution (Dragonball Evolution)

dragonball

”Deus é testemunha que eu tentei gostar do filme”

Surpreendendo a tudo e a todos, James Wong da um tapa na cara dos fãs que esperavam o filme com pés de bode prontos para o boicote. Dragonball Evolution é de longe a bomba que todos esperavam, todos os elementos da obra original de Akira Toriyama estão presentes, sem contar que o filme e divertido, e engraçado e vai entreter toda a família.

Claro que estou sendo irônico, mas gostaria muito que essas palavras fossem verdadeiras, gostaria muito de começar esta crítica contrariando todos os críticos que retalharam este filme, procurei ser imparcial a respeito da adaptação, tentei olhar pelas qualidades e deixar mas de lado os defeitos, mas não deu pessoal, o filme é horrível mesmo, não tem qualidade alguma a ser elogiada sem exageros, Deus do céu que filme ruímm, os personagens estão errados, a história está errada, o filme é uma falta de respeito não só com os fãs mas com todas as pobres e doidas pessoas que de modo inocente ou não, vão gastar grana pra essa tortura. Logo no começo do filme o público que já conhece o universo de DB vai estranhar com aquela introdução que distorce totalmente os princípios da história, mas tudo bem, todos já sabíamos que adaptações nas telas sempre sofreram algumas alterações, em seguida, não poderia ser mais ‘desconfortante’, começamos presenciando um cenário vasto e isolado cheio de terra, apesar de mal explorado se adequará aos cenários da obra original, neste local Goku (Chatwin) treina com seu mestre Gohan, ai começam os problemas, mesmo não podendo ver os fios que suspendem os atores no ar, e perceptível o uso dos mesmos, logo, uma cena que deveria começar surpreendendo com efeitos muito bem trabalhados para causar uma boa primeira impressão, mais parece atores atuando em uma apresentação teatral, onde eles voam de forma tosca. Algo que no teatro parece super natural mas no cinema, em uma adaptação tão fantasiosa, em plena evolução gráfica no século 21, irrita assistir.

Como se não bastasse, a má impressão da primeira cena só nos prepara para o cúmulo que está por vir, Goku indo pra escola, Goku babando pela Chi Chi e Goku sendo maltratado por valentões, meu Deus, não vou perder tempo comentando tais fatos mas só pra lembrar que é isso que acontece quando distribuidoras compram direitos de adaptações olhando apenas para os lucros.

Para provar que tentei ser o mais tolerante possível aguentei o filme numa boa, aguentei ver a Bulma (Rossum)lutar feito o Bruce Lee, aguentei ver a atuação artificial do mestre Kame (Yun-Fat Chow), aguentei ver o Yamcha (Joon Park) sendo reduzido a um mero ladrão, aguentei ver o Goku gostando de ir a escola (já que no original Goku sempre foi semi-analfabeto e nunca havia ido a escola), mas a partir do momento em que Goku treina o Ki na sala das velas perto da Chi Chi eu vi o quanto essa adaptação nos ridiculariza. Cara o que foi aquilo, não via coisa tão infantil, tão boba, tão besta, e não conseguia achar uma resposta de como mentes tão profissionais e criativas como as de Stephen Chow (Kung-Fusão) e o próprio criador da obra original Akira Toriyama estivessem envolvido numa (desculpem o termo) merda como esta, – este filme ta uma Bosta , pensei…, me restou a partir daí (como não saio no meio de sessões) rir e comentar com meu amigo como as cenas que vieram a seguir eram ridículas. Oozaro com 2 metros de tamanho, as lutas sem graça, os cenários repletos de Chroma Key e os efeitos super amadores, a pressa para terminar, A velocidade em que os fatos acontecem, o aparecimento de Shenlong (lagartixa de 2 metros dourada que só ficou em cena 10 segundos) e todo, mas toodo o resto. Isso é DB Evolution, DB Evolution é isso, um filme do pior estilo, independente se for adaptação do anime ou do mangá, O FILME É RUIM DEMAIS. É lamentável, é triste, é trágico, mas se ate o próprio criador faz vista grossa, o que resta a nos fãs fazer se não rir ou chorar – So tenho a agradecer pelo boicote dos Estados Unidos dando uma abertura merecidícima e suck here Fox por estragar grandes obras.

Para conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme: www.xcine.com.br/filme_dragonballevolution.html

12
(Horrível)

15
Abr
09

[Filme] Presságio (Knowing)

pressagio

”ver Nicolas Cage fazendo algo decente depois de 7 anos afastado dos bons papéis é no mínimo satisfatório”

Na linha dos filmes do Roland Emmerich, estreia essa sexta-feira no país o suspense sobrenatural Presságio. Dirigido por Alex Proyas, o mesmo de Eu, Robô, e estrelado por Nicolas Cage, o filme traz um enredo explorado até demais pelo cinema mainstream, mas que continua levando milhões aos cineas: 50 anos depois de enterrada, uma cápsula do tempo é encontrada pelo filho de um professor (Cage). Enquanto em todas as outras cápsulas enterradas estão guardados desenhos infantis, essa em especial contém uma série de números aleatórios e cabe ao professor, intrigado, começar a desvendar o significado.

Logo no primeiro ato ficamos sabendo que o sentido dos números é alertar sobre cada grande tragédia, em perfeita seqüencia, que ocorreu dentro de 50 anos, e que ainda ocorrerá. Obviamente, o professor se vê na responsabilidade de alertar o mundo.

Os esquematismos e clichês do roteiro fundem-se com sua engenhosidade, o que, ao mesmo tempo que é bom ainda causa aquela estranha sensação de déjà vu – a relação entre pai viúvo e filho orfão são os responsáveis pela dramaticidade; o fato de John, o professor, ser um astrofísico também cai como uma luva para a trama e significa metade do trabalho de estruturação narrativa dos roteiristas, e claro que há uma boa desculpa, já que tudo no filme se encaixa e nada é por acaso.

Esse equilibrio entre as duas coisas acaba sendo positivo já que é usado a favor da trama e é sabiamente contido pelo diretor, mas não deixa de ser fácil demais, acessível demais – já que o público alvo vai ao cinema aceitando ser manipulado por um filme que quer a todo custo se fazer pertinente, pra que tentar inovar se eles nem vão notar, não é mesmo!?

O diretor deita e rola com o material que tem em mãos: close-ups e plongées com música grave para mascarar a exigüidade e takes que valorizam o tom fantástico da fotografia de Simon Duggan são constantes.

Não que sejam defeitos, mas sim fraquezas do filme. Os pontos altos da direção ficam mesmo com as cenas chaves do longa, as tragédias, que mostram o perfeito casamento entre Proyas e a equipe de efeitos. Técnica com boas escolhas artísticas sempre são dignas de nota.

O acidente de avião que marca o fim do primeiro ato é um deleite visual e quase emociona – Proyas opta pelo plano-sequencia beirando o documental amador, sempre com Cage guiando a câmera para os escombros, de onde pessoas saem correndo em chamas.

Sim, o filme reserva algumas boas surpresas, como o belo e lírico final cheio de simbolismos visuais que traz a tona um questionamento relevante. E ver Nicolas Cage fazendo algo decente depois de 7 anos afastado dos bons papéis é no mínimo satisfatório. Um pipocão acima da média pra quem não exige muito e nada mais.

Para conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme: www.xcine.com.br/filme_pressagio.html

310
(Bom)

15
Abr
09

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (Confessions of a Shopaholic)

oddcdbb

”O roteiro é uma verdadeira bagunça organizada que funciona muito melhor por conta da competentíssima direção”

É impossível evitar comparações entre O Diabo Veste Prada com Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, que estreia essa semana no país. Ambos os longas, separados por três anos entre seus respectivos lançamentos, colocam em foco os bastidores da imprensa da moda e chamam a atenção para seu deslumbrante figurino (ambos assinados pela indicada ao Oscar Patricia Fields). O que os diferencia, porém, é que o longa dirigido por P.J. Hogan não tem uma Meryl Streep no elenco, e o viés é completamente outro.

Baseado nos livros de Sophie Kinsella, a história mostra como Becky (a ÓTIMA Isla Fisher) vai se livrar de uma enorme dívida que descobre possuir depois de inúmeras compras em lojas de grifes. O plano é conseguir um emprego em uma revista de moda, conseguir o dinheiro e pagar o quanto antes. Mas é claro, nada sai como o esperado, a começar pelo fato de que Becky está sendo constantemente perseguida pelo gerente de sua conta no banco e cai de amores pelo chefe (o sempre charmoso Hugh Dancy).

O roteiro é uma verdadeira bagunça organizada que funciona muito melhor por conta da competentíssima direção de P.J. Hogan e do carisma certeiro da protagonista.

Fisher nunca deixa sua personagem ser vitimizada ou dá a ela nuances fáceis, muito pelo contrário, faz questão de expor o dilema em que vive a confusa e atrapalhada Becky, ao mesmo tempo que o texto não se deixa levar pelo discurso óbvio anti-consumismo. Toda essa engrenagem vai aos poucos movendo a trama que passa de piadas verborrágicas para o humor físico sem nunca desviar sua narrativa.

Da mesma forma é de se admirar o talento e o ritmo de Hogan, uma ótima direção e um uso muito sensato do campo vs. comtracampo que deixa o timing de Isla Fisher fluir enquanto a cena se resolve – e o público se diverte.

O elenco coadjuvante também é ótimo e os personagens são escritos de maneira muito satisfatória, fugindo dos clichês. Temos John Goodman, Joan Cusack, Kristin Scott Thomas, Lynn Redgrave, entre outros que brilham junto a heroína.

O que antes podia ser chamado de fútil ganha outros contornos, um arco dramático muito bem trabalhado e um conflito assumidamente esquemático e mesmo assim cativante.

Becky Bloom é uma heroína moderna, que não se envergonha em transmitir sua ambiguidade e assumir sua personalidade. Enfim, uma personagem feminina que faz bonito e segura um filme nas costas, tanto por ser bem escrita quanto por ser bem interpretada.

Assim como sua protagonista, Os Delírios de Consumo de Becky Bloom se diferencia justamente se assumir como igual, mas isso sem se levar a sério ou tornar essa sua característica principal. Cativante, divertido, engraçado e agradabilíssimo.

Para conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme: www.xcine.com.br/filme_osdeliriosdeconsumodebeckybloom.html

41
(ótimo)




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