27
Jun
09

[filme] A Era do Gelo 3 (3D) (Ice Age: Dawn of the Dinosaurs)

aeradogelo3

”Faltou muito pouco para uma classificação máxima”

Já faz um tempo que reconheci pessoalmente que o gênero animação está disparado nos quesitos ‘aceitação pública e afeição’, diferente de qualquer outro gênero, elas sempre se sobressaem, caem no gosto popular e dificilmente são alvos de críticas ou coisas do tipo, motivo que talvez deva-se ao fato de serem assumidamente despretensiosas.

Confesso que nunca fui fã da franquia A era do Gelo, mas sempre tive um certo respeito pelo seu visual único, sua sincera pretensão e seus personagens diferentes e carismáticos, confesso também que este terceiro é o único que vejo nos cinemas, não muito atraído pelo trailer e influenciado unicamente pela versão em 3D digital.

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 A Twentieth Century Fox Animation não esta com essa bola toda se comparada a Disney / Pixar ou Dreamworks, mas depois de ver a perfeição do trabalho gráfico realizado nesta terceira parte de A era do Gelo, vou passar a prestar mais atenção nos caras, eles simplesmente exploraram o cúmulo da renderização gráfica, trazem personagens perfeitamente modelados, com expressões destacáveis e principalmente, cenários de chamar a atenção, prova disso e como não ficar maravilhado com a cena em que os personagens fazem uma árdua passagem da era glacial com tons brancos e azulados a pré-histórica subterrânea coberta de plantas e arvores em um tom alaranjado de por do sol, cada detalhe nos cenários ou nos figurinos dos personagens dão sem dúvidas uma conclusão inquestionável quanto ao comprometimento com o filme, pelo menos em seu visual.

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Dirigido pelo Brasileiro Carlos Saldanha, esta terceira parte tem de tudo para ser a favorita no gosto popular, papai e mamãe vão se divertir tanto quanto seus filhos e vão se deixar levar pelo clima descontraído, pelo humor leve e sarcástico e pela forma transada que o filme se desenrola, sem dúvidas em timings perfeitos. Uma das coisas que eu mais gostei nesta sequência é a forma como os personagens vão se separando no decorrer do filme narrando assim, a aventura individual de cada grupo, o que também pode acabar sendo um incômodo para aqueles que se prendem a apenas um personagem.

Vale também ressaltar que o filme alem da própria aventura, consegue desenvolver com louvor as sub-tramas de todos os aventureiros, indo com um ritmo inquestionável de acordo com a história principal. O destaque porém deve ficar por conta dos novos personagens, Scratita (a Rival que disputará a noz fujona com Scrat) e o interessantíssimo Buck, que vai guiar e liderar a equipe em sua busca para resgatar Sid.

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A era do Gelo 3 peca apenas em ser muito previsível e conter diálogos desnecessários que em certos momentos, soam simplistas e bobos demais. Coisa que acredito eu, não atazanar muito os menos exigentes e detalhistas.

PS1 : Assisti a versão 3D do filme, mas não tenho certeza se vale a pena pagar alguns reais a mais para vê-la, são poucos os efeitos criados, as utilidades dos óculos ficam mesmo para o visual bonitinho…e pro estilo também.

 FICHA ESPECIAL : Crítica, Álbum, Vídeos e Trailers, Curiosidades e Informações sobre o filme : www.xcine.com.br/filme_aeradogelo3.html

otimo

27
Jun
09

[filme] De repente, Califórnia (Shelter)

derepentecalifornia

”O filme é um dos mais lindos, sensíveis e realistas que eu vi”

Antes… esse aviso: ‘Homófobos, caiam fora!’ É, assim: curto e grosso. Melhor irem ver outro filme. Eu nem vou perder meu tempo numa tentativa de deixarem de ser estúpidos. E por que? O filme é um dos mais lindos, mais sensíveis, mais realistas que eu vi, abordando a homossexualidade. Se alguém ainda estiver disposto a reavaliar seus preconceitos, a esses sim, eu também indicaria.

Eu até cogitei em escrever sem focar nesse tema. Porque teria como. Mas ai vi que seria uma grande bobagem. Creio que quanto mais o assunto vir a mesa de debate, mais ele será visto como tem que ser: uma relação como outra qualquer. Além disso, ‘De Repente, Califórnia’ traz uma outra questão: a de um casal homo ‘adotar’ um filho. Mesmo não sendo juridicamente, que mal há nisso? E novamente o preconceito existe nas pessoas. Há muitos casais heteros que nem estão ai para o bem estar da criança. Chegando até jogarem ela fora… ou, atirando-a pela janela… Eu vi como um grande avanço no Judiciário do Brasil quando ‘deixou’ que o filho da Cássia Eller ficasse com a companheira dela. Se alguém quer ser mãe, ou pai, de fato e de direito, não precisa ter que ser, ou ter uma relação hétero para isso. Tem que querer e poder assumir tal compromisso.

Zach (Trevor Wright) é um rapaz muito ligado a família. Órfão de mãe, tem um pai que embora presente na casa, é ausente como pai. Junto com eles dois, mora a irmã, Jeanne (Tina Holmes), e Cody (Jackson Wurth). Jeanne quando não está trabalhando no mercado, está namorando, bebendo, transando… Usa e abusa do irmão como babá do filho. Cody só não se tornou uma criança com problemas, porque Zach lhe dá muito carinho. Cody o considera como um pai. É linda a cena quando ele afirma que tem Zach como o seu Dad. Tem no Tio a figura paterna na essência. E Zach o é. Um pai que nunca teve, mas que por isso sabe que Cody precisa dele. Ainda mais com a mãe que tem, que nunca tem tempo para o menino.

Zach tem, além do sobrinho, mais duas paixões: desenhar e surfar. O surfe, basta rodar alguns poucos quilômetros e desfrutar desse prazer. Quanto ao desenho, o sonho maior é se especializar, mas o curso o faria ter que ir viver mais longe. Quem o prende ali, é o seu amor por Cody. Em dar a ele a sensação de que tem um lar. Mas com as demais pessoas naquela casa, o ‘Lar’ só existe no coração de Zach e Cody. A casa é só um mero abrigo contra as intempéries climáticas.

Em Zach, irá aflorar uma outra paixão, que até então estava meia indefinida em sua mente. E ela vem à superfície quando rever Shaun (Brad Rowe), o irmão mais velho do seu amigo de infância Gabe (Ross Thomas). Nessa descoberta de si mesmo, até por saber dos preconceitos alheios… Há cenas que emocionam! Em momentos por compartilhar com a tristeza dele. Noutras, por sentir a alegria com ele. Houve momentos do filme, que me fez lembrar do Curta Brasileiro, ‘Café com Leite’; nesse, eu também fiquei emocionada. Shaun voltou por querer refletir…

Em ‘De Repente, Califórnia’ há uma outra questão: as amizades. Sem conotação sexual. Gabe, quando descobre, mostra o quanto gosta dele num caloroso abraço. Isso faz toda a diferença! Amigo é amigo. Não importando se as preferências sexuais dele não for a mesma que a sua. Com Gabe ainda há um outro lance. Que fica numa linha tênue se há maldade no que diz, ou se o faz como um papagaio repetidor. Ai sim não haveria preconceito. Pode até doer um pouco naquele que para ele foi direcionado o termo. Mas se souber abstrair, pode até levar o outro a não dizer mais. Ou nem se abalar mais com isso. Bastando pensar que o problema está na mente do outro. Não vi maldade quando, por exemplo, Gabe pergunta a Shaun se só tem comida de bicha. Shaun gosta de cozinhar. Contrário de Gabe que é adepto dos fast foods.

Zach terá que se definir, mas como uma pessoa que define por si mesmo, as suas prioridades. Tomar enfim uma decisão: ou fica na vidinha de sempre, ou vai ser feliz. Com Shaun, mais que um mero abrigo, terá um futuro promissor. Com casa, comida, muito amor, estudo, carreira, e um verdadeiro lar, até para Cody. Isso se Jeanne concordar. Alguém que é um poço de egoísmo. Tão diferente de Tori (Katie Walder), a namorada de Zach. Tão igual ao troglodita do mais recente namorado.

A trilha sonora foi muito bem escolhida! Ela nos enleva nas emoções sentidas em ‘De Repente, Califórnia’. Tem classificação maior que Excelente? Tendo, é o que eu daria a esse filme. Que entrou para a minha lista de que vale muito a pena rever. Não deixem de ver.

Crítica, Álbum, Vídeos e Trailers, Curiosidades e Informações sobre o filme : www.xcine.com.br/filme_derepentecalifornia.html

excelente

27
Jun
09

[filme] Há tanto tempo que te Amo (I´ve Loved You So Long)

hatantotempoqueteamo

”Há tanto Tempo que Te Amo’ é um líbelo ao amor fraternal”

em determinados momentos da vida, se vê diante de um dilema. Onde sua decisão deverá ser calcada na razão, pura e simples, ou na emoção. Principalmente se for um ato punido por lei. Difícil, será avaliar por si próprio, se sua decisão ficou totalmente num lado apenas. De qualquer forma, sendo um ato criminoso ou não, se premeditou, se decidiu fazer conscientemente, terá que arcar.

A personagem principal da trama, Juliette (Kristin Scott Thomas), sai da prisão após 15 anos. Cumpriu a pena por assassinato. Ainda em condicional, terá que comparecer a Delegacia a cada 15 dias, para assinar um prontuário. Aqui, acaba por despertar a simpatia do Delegado. Ambos, amargurados pelo rumo que tomaram suas vidas. Ainda comentando um pouco sobre essa relação, parte dele um outro crédito a ela para uma volta à sociedade. Mesmo não sabendo o porque ela fez o que fez, ele credita nela uma oportunidade de um recomeço.

Juliette aceitou o seu crime. Nada poderia lhe doer mais do que tivera que fazer. Mas houve uma dor se não maior, tão dolorida quanto. A de ser excluída pela própria família: os pais e uma irmã caçula. Todos aqueles anos, sem nenhum contato.

Mas é essa sua irmã, Léa, que a acolhe em sua casa. Junto a sua família. Pois agora, não era mais a menina que fora obrigada pelos pais, a esquecer de Juliette. Ainda ressentida, já deixa claro que quem a procurou fora o pessoal do Serviço Social. Léa entende a armadura da irmã, e diz que eles fizeram muito bem em procurá-la.

Quem ela matou, é dito logo no início. O porque, apenas no finalzinho. Deixo a sugestão que não fiquem voltado apenas nisso. Pois além de perderem um pouco do crescimento dessas duas mulheres – e isso eu ressalto por mostrar o universo feminino com muita sensibilidade -, poderão não perceber tudo mais. No que resultou na vida de todos com aquela tomada de decisão de Juliette a quinze anos atrás, como na dos demais com a convivência atual com ela.

Um outro ponto que quero salientar, é sobre o de empregar ex-detentos. Eu destaquei isso também num outro filme, recentemente. No ‘Evidências de um Crime’. Quando esse assunto é abordado num filme, abre caminho para uma diminuição no preconceito que há no mundo real. Essa chance deles voltarem de fato a sociedade após cumprirem sua sentença. Tendo um emprego já terão como começar uma vida nova.

‘Há tanto Tempo que Te Amo’ é um líbelo ao amor fraternal. Mesmo a mais forte das criaturas, há de chegar uma hora que vai precisar da mão estendida de alguém não tão forte. Às lembranças pesadas, o tempo se encarregará em apagar. São, foram os espinhos…

O filme aborda um outro tema, que de certa forma também é algo que ainda não é tão aceito pela sociedade. Dai, também é interessante o debate que fará surgir após assistirem. Mas é melhor parar por aqui, para não correr o risco de trazer spoiler.

Assistam! É um filme belíssimo!

Para conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme: www.xcine.com.br/filme_hatantotempoqueteamo.html

excelente

21
Jun
09

[Filme] Transformers : A Vingança dos Derrotados (Transformers : revange of the Fallen)

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”Danem-se os críticos chatos e rabugentos, e que venha o público esportivo e divertido”

Sabe aqueles filmes que te dão uma leve dor de cabeça quando terminam por serem pesados demais? Pois então, Transformers é destes, mas o peso não vem do conteúdo como ‘O cavaleiro das trevas’ e sim do número de cenas de ação que praticamente, tomam todo o seu tempo de duração.

Os fãs pediram mais ação, mais intensidade, mais robôs, mais porrada e mais adrenalina, e Michael Bay atendeu, de forma positiva, mas que no final, não deixaram de causar danos.

Quero dizer, os robôs tiveram tanto, mas tanto espaço na trama que os humanos agora, ficaram por segundo plano, dando destaque apenas aos protagonistas, Sam (Shia Labeouf ‘sempre ótimo’), Mikaela (Megan Fox ‘água com açúcar’), O Ex-agente Simmons (John Turturro ‘Gênial’) e o novato (no filme) Leo (Ramon Rodrigues ‘Revelação’).

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Mas os problemas não acabam por ai, a ação novamente por ser tão presente no roteiro, acaba roubando a identidade de muitos personagens, não só os humanos mas os próprios Robôs também, parece que Bay ficou tão ocupado em explodir coisas que se esqueceu de rever o desenvolvimento deles, Sam e Mikaela agora namorando (como visto no final do primeiro filme) pouco demonstram uma química plausível, e o jeito que se comunicam então e tão estranho quanto as falas do líder Optimus Prime. Falando na Mikaela, Megan Fox não foi muito bem aproveitada nesta segunda parte, ela não tem carisma, não tem personalidade, comparada a metidinha e difícil do primeiro filme, aqui ela não passa de uma mulher bonita e talvez gostosa, outros que não deveriam estar presentes são o pessoal do exercito, claramente colocados apenas para mostrar que os robôs agora trabalham com as forças armadas, ate porque se tiraram os Hackers, (que por sinal eram mais interessantes), porque deixaram os homens do exercito? , Quanto aos robôs, são tantos, mas tantos que alguns nem mesmo tem espaço, IronHide não tem uma luta solo, aparece, fala 8 frases, da uns tirinhos e pronto, Ratchet então só lembro de ter-lo visto uma vez. outros ate muito interessantes, visto apenas de figurantes, Bumblebee e Optmus Prime são os únicos dos Autobots que realmente se destacam, não esquecendo também dos irmãos Mudflap e Skids. O filme na verdade e dos Decepticons, (os inimigos dos autobots), Megatron, Starscream e Fallen então, esculacham, Devastador só pelos efeitos especiais, porque…SEGURA SPOLLER… ele é muito fraco :( .

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Cenas épicas?, muitas, destaco na verdade quase todas de ação, na verdade, se tem uma coisa inquestionável nesta sequência, são elas, porque mesmo seguindo uma história e um objetivo, o roteiro é de longe o forte do filme, dando espaço então para as já citadas ‘pancadarias’, onde se destacam também os efeitos sonoros e especiais. São quase 2 horas e meias de filme, para preencher este tempo, alem das longas sequências de ação marcam também as cenas cômicas, engraçadas ou não, funcionam na maior parte do tempo.

Ai meu amigo, no fim é como eu sempre digo, Blockbuster é Blockbuster, não tem o que se discutir, com certeza se eu avaliasse Transformers 2 como um filme que tem de ser levado a sério, eu diria que ele é realmente ruím, porque tem cenas que não fazem o mínimo sentido, violação geográfica, clichêzice e muitas, mas muitas falhas notáveis’.

mas apesar de tudo, o filme é fiel, ele é e sempre foi como retratado, mesmo não presente visualmente, o estilo cartoonesco está la. E no fim, não há muito do que reclamar.

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“Danem-se os críticos chatos e rabugentos, e que venha o público esportivo e divertido”, esta pra mim é a definição de um ‘filme pipoca’, Porque no fim das contas, os críticos (alguns claro) são os únicos que vão acha-los ruins.

Concluindo, se você não é um completo detalhista e só quer se divertir, sinceramente?, ignore tudo o que eu disse acima, este filme será sim, uma opção indispensável.

FICHA ESPECIAL : Para conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme: www.xcine.com.br/filme_transformers2.html

PS1 : Michael ‘corno’ Bay, porque não trouxe devolta o Jazz?
PS2 : A luta vista na floresta do Optmus contra os 3 decepticons e muiiiiiito foda.
PS3 : Houve uma exibição para a Imprensa pela Paramount, mas o filme chega ainda nesta terça (23/06) nos cinemas tradicionais.

bom

(Xcimetro – Bom)

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19
Jun
09

[filme] Trama Internacional (The International)

tramainternacional

”Desliguem o celular, esqueçam dos compromissos posteriores… e foquem nesse excelente filme”

Não é um filme de ação, e sim de investigação. Se gostas, terá em ‘Trama Internacional’ uma surpreendente. Fora outras nformações trazidas com essa grande investigação que nos leva a mais reflexões.

Há nele algo bem comum: um agente tentando se redimir de um passo errado no passado. O diferencial estaria na forte pressão que o fará ficar balançado. Numa de: se não pode com o sistema, junte-se a ele. Ou, como numa fala do filme: ‘Quem sabe se o seu caminho está num que tanto evitas?’ É o que o destino colocou para o personagem de Clive Owen, o agente da Interpol Louis Salinger.

Se há atualmente, e já de conhecimento geral, o poderio de duas grandes indústrias – a bélica e a farmacêutica -, com ‘Trama Internacional’ ficamos conhecendo uma terceira, tão forte quanto: a dos bancos.

Mas antes que pensem na que causou uma recessão há pouco tempo – a do mercado imobiliário -, o banco aqui é outro. Ele aproveita-se tanto da bélica, como da farmaco para continuar no comando. Para se livrar, sem deixar pistas, de quem se põe no caminho, utiliza-se do que há de mais novo na bio-química. Até porque não há pé-de-chinelo, são todos da fina flor do jet set internacional.

Seus interesses não estão numa ‘revenda’ de armas. Seu interesse é outro… “Armas pequenas são as únicas usadas em 99% dos conflitos mundiais.” E quem compram? Ou, porque fomentam as guerrilhas sem cessar?

‘Trama Internacional’ nos leva a pensar até onde vai a ficção ao nos mostrar semelhanças com fatos reais. Se haveria algo dessa trama no FMI… Se antes existia apenas uma certeza de que pessoas físicas e jurídicas que usavam certos bancos para lavarem seus dinheiros, aqui verão as nações também fazendo isso. Assim, seria muito ingenuidade da personagem da Naomi Watts, a Promotora americana Eleanor Whitman, achar que colocará a todos no banco dos réus? A teia é mundialmente gigantesca…

Como citei no início, o filme é válido por todas as informações trazidas nessa monumental investigação. Prestem atenção a todas. Até nas ‘grandes’ informações passadas em pequenas notinhas de jornais. É a globalização a serviço da especulação financeira.

O que teria em comum a maioria das nações com conflitos internos? Pertencentes ao 3º Mundo? Se estivessem se preocupando mais com seu povo, tratariam de não gastar tanto em armas. Num desarme-se mundial. Veríamos mais falências de banqueiros. Mas por conta da paz, o povo aplaudiria. E o pior, que há quem culpe os grandes donativos no campo social aos países do 3º Mundo como sendo um vilão que impede o crescimento interno. Santa ingenuidade!

Desliguem o celular, esqueçam dos compromissos posteriores… e foquem nesse excelente filme. Que também tem cenas de ação sim: um eletrizante tiroteito dentro do Museu Guggenheim, de Nova Iorque. Não deixem de ver ‘Trama Internacional’!

Para conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme: www.xcine.com.br/filme_tramainternacional.html

excelente
                                                    
                                                        (Xcimetro – Excelente)

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19
Jun
09

[Filme] Tinha que ser Você (Last Chance Harvey)

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”É um bom filme! Com uma bela trilha sonora! Mas que não deixou vontade de rever”

Os opostos se atraem? O que atrai mais numa pessoa de emperamento oposto ao seu? Seu jeito de lidar com os reversos da vida? Seu jeito de se aproximar, de quebrar o gelo? Essas, são algumas das reflexões que encontrará em ‘Tinha Que Ser Você’. Uma comédia romântica para um público mais adulto.

Ao término do filme me peguei a pensar de onde saiu esse título dado aqui no Brasil – ‘Tinha que ser você’. Se teria sido pelo primeiro encontro entre o casal protagonista – Harvey (Dustin Hoffman) e Kate (Emma Thompson). Fora um encontro nada casual porque ela trabalhava no aeroporto, e ele estava chegando a Londres. É que para mim esse título passa a ideia de que já se conhecerem num passado, mas não tão recente assim. Bem, se viajei nessa… Ainda preferiria algo do tipo: ‘Estão perdendo tempo por conta de que?’

Se bem que para Harvey, aquela mulher, com uma prancheta, querendo uns minutos de sua atenção para responder a uma pesquisa… veio como: ‘O que ainda falta me acontecer?’ Primeiro, porque ele não se sentia confortável em voos tão longos. Depois, que estava saindo, mesmo que num fim de semana, num momento crucial no seu emprego. Para Harvey, chegar naquela idade, e vê que pode perder o emprego por conta da tecnologia… os jingles que cria no piano para anúncios de tv, podendo ser criados em teclados computadorizados… o deixara meio amargo. Nem o fato de estar indo ver o casamento da sua única filha, amenizava… E o que ela lhe faz antes da cerimônia… piorou o seu estado. Para completar, um congestionamento o faz perder o voo de volta.

Quando ele volta a se encontrar com Kate, num bar… A princípio, a posição se inverte: agora é ela que não está afim de conversa. Mas Harvey, até por ter perdido o voo insiste num pedido de desculpa.

E então a conversa vai longe… Com trocas de confidências, até dolorosas para ambos. Talvez, numa de: ‘dois estranhos, que no dia seguinte cada um seguirá com suas vidinhas de sempre, e tendo um oceano a apagar de vez aquele final de semana’…

De temperamentos opostos – ela, muito tímida; ele bem extrovertido… Kate, preferia manter a sua vidinha, achava mais confortável assim. Uma proteção a um não sofrer. Não se via mais estar apaixonada por alguém. Deixava fluir esse lado nos romances que lia… Por outro lado, Harvey se resguardou no trabalho para não ter outra decepção.

Assim, o final de semana em Londres, irá mudar a maneira de agir não apenas deles dois, mas também de mais pessoas. Nunca é tarde demais para mudar o rumo da sua vida.

Ver Emma Thompson atuando, é sempre um grande prazer. Mesmo fazendo um personagem comum. Ela é de uma elegância, que poderia roubar a cena, o filme… mas sabe dividir o palco. Dustin Hoffman faz com que seu personagem, mostre a presença de alguém não mais jovem atuando. E também com classe. Houve uma empatia entre os dois personagens. O que nos leva mais a observar a atução dos dois, do que a trama em si.

É um bom filme! Com uma bela trilha sonora! Mas que não deixou vontade de rever.

Para conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme: www.xcine.com.br/filme_tinhaqueservoce.html

bom

(Xcimetro – Mais ou Menos)

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14
Jun
09

[Filme] Intrigas de Estado (State of Play)

intrigasdeestado

”É um filme competente, mas é bom você gostar de Envestigação Jornalistica se quiser assistir”

Eduardo Maurício, entrando no cinema para ver um filme cabeça não é um bom sinal, admito, sou um ‘blockbuster’, não me desperta interesse filmes ao estilo ‘jornalista Investigativo’ como Zodíaco, mas para minha sorte, Intrigas de Estado apesar de ser muito semelhante, consegue ter uma narrativa mais centrada e objetiva, ignorando blefes que ao meu ver, só desviariam o foco principal.

 

E por ser menos ‘enrolação’ que Zodíaco, eu não cochilei, mas já alegando que de longe, Intrigas de Estado é um filme divertido, mesmo tendo seus momentos de sangue na veia como a cena inicial, a do estacionamento e a reviravolta final. Minha sincera opinião? assista se tiver paciência, se tiver idéia do que realmente vai ver no filme, uma investigação jornalística que por momentos parece interminável, ai meu amigo, o filme só fica interessante depois dos primeiros 40 minutos.

Logo na primeira cena presenciamos o assassinato de dois desconhecidos na rua, seguido por outro terceiro numa estação de metrô, desta vez, a secretária (também amante) do bem sucedido político Stephen Collins (Ben Affleck), cabe agora a equipe jornalística comandada pelo inteligente e tipicamente descolado Cal McAffrey (Russell Crowe) e a blogueira Della Frye (Rachel McAdams) investigar o caso. Mas ao tempo em que vão juntando os fatos, um misterioso homem vai apagando as evidências uma a uma eliminando todos que tentam descobrir a verdade.

O Filme é sem dúvidas eficiente, intelectual, e quase que impecável se tratando de elementos técnicos, seja pelo roteiro escrito a quatro mãos (muito competente apesar dos furos), a atuação do estrelar elenco (sem exceções), a direção de Mcdonald (O Último rei da Escócia), e a trilha de ‘Alex Heffes’ que se esforça ao máximo para manter um clima dinâmico utilizando músicas instrumentais corriqueiras ate mesmo em momentos de longos diálogos.

O Final, que por sinal é o que você mais vai esperar do filme, não decepciona, mais minimiza o impacto, ou seja, fica aquela sensação de muito barulho pra pouco estalo.

Sabe, pessoalmente eu achei bom, muito produtivo, muito sério, muito intelectual, mesmo que cansativo em certos momentos. É por estes motivos, fico com um pé atrás em recomendar o público blockbuster (a maioria) a assistir o filme, mas se você curte um suspense inteligente com vários toques dramáticos e personagens humanos, não deixe este passar, não tem opção melhor disponível na semana.

PS 1 : não vou comentar a semelhança jornalística com o filme ‘Todos os Homens do Presidente’ e a série britânica de 2003 que originou este filme, simplesmente por não ter-los assistido.

PS 2 : No final do longa, um vídeo corre ao longo dos créditos, mostrando as interessantes etapas de um jornal sendo produzido antes de ser publicado.

Para conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme: www.xcine.com.br/filme_intrigasdeestado.html

bom

(Xcimetro – Mais ou Menos)

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14
Jun
09

[Filme] Minhas adoráveis Ex-Namoradas (The Ghosts of Girlfriends Past)

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”Embora não se leve a trama a sério, ela consegue ser bem envolvente”

Estamos no meio do ano e já dá para se perder nas contas de quantas comédias românticas genéricas invadiram os cinemas este ano. Algumas melhorzinhas, outras mais fracas, mas o fato é que nenhuma delas é realmente acima da média e/ou traz algum, qualquer que seja, tipo de inovação pro gênero – tampouco para o cinema em geral.

Esse Minhas Adoráveis Ex-Namoradas (pavoroso título nacional para Ghosts of Girlfriends Past) ao mesmo tempo que segue a fórmula do gênero, consegue fugir do raquitismo criativo/narrativo que assola os filmes para casais.

Com base na narrativa do conto A Christmas Carol, o roteiro dos mesmos responsáveis do fraquíssimo Surpresas do Amor conta a história de Connor Mead (Mathew McConaughey), fotografo de moda garanhão que trata as mulheres como algo descartável. É na festa de casamento do irmão (Breckin Meyer) que ele começa a ser assombrado pelas lembranças de suas antigas namoradas que querem lhe ensinar o que é o verdadeiro amor, no caso, Jenny, personagem da carismática e talentosa Jennifer Garner.

Depois de um primeiro ato um tanto quanto enfadonho, assim que o personagem do tio entra em cena e Connor começa a receber as visitas dos espíritos, o filme ganha um ritmo totalmente diferente e vai conseguindo, aos poucos, envolver o espectador.

Lógico que não dá pra levar a sério os contornos dramáticos que o filme ganha conforme sua metragem avança, muito menos as lições que Connor aprende sobre a vida e sobre o amor, mas o resultado é uma narrativa envolvente, não se pode negar.

O roteiro da dupla Jon Lucas e Scott Moore, trata de forma sensível e correta a persona feminina, outro ponto para o filme. Geralmente nesse tipo de história as mocinhas sempre são vítimas, os homens sempre são insensíveis e esse contraponto sempre é usado como motor para a narrativa. Aqui é um pouco mais denso, os roteiristas se preocuparam em criar certa ambiguidade e até alguns arquétipos.

O elenco tem um único elo fraco e ele é justamente o protagonista: McConaughey. A sorte é que ao lado de Garner está um ótimo elenco coadjuvante que sustenta algumas sequencias.

Diretor dos igualmente simpáticos Sexta-Feira Muito Louca e E Se Fosse Verdade e do delicioso Meninas Malvadas, Mark Waters tem sucesso novamente com sua narrativa ágil e estilosa. Quase toda sua filmografia é constituida por comédias românticas e nesse gênero, Waters mostra um ótimo domínio para captação da mescla entre cenas que exigem maior dramaticidade com cenas de humor.

Para conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme: www.xcine.com.br/filme_minhasadoraveisexnamoradas.html

bom
(Xcimetro – Bom)

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14
Jun
09

[Filme] Hannah Montana : O Filme (Hannah Montana : The Movie

hannahmontana

”No fim das contas, acaba sendo menos pior do que muita gente julga. É filme pra fã, cumpre seu papel e vai fazer muito dinheiro ainda”

Como crítico de cinema, existe em mim a consciência de que nem sempre os filmes sobre os quais escreverei serão bons, mas algo que nunca pode existir é o preconceito. Qualquer tipo de julgamento antecipado pode arruinar uma análise crítica sobre o filme. Logo, foi com boas intenções e sem preconceito algum que fui ver Hannah Montana: O Filme, em uma sala lotada de crianças, em sua maioria meninas, na faixa dos 11 anos de idade arrastando pais com as mais variadas expressões faciais (do mau humor ao sono).

O filme começa e junto com ele uma cantoria em estilo musical – ainda que com edição de videoclipe – e logo somos apresentados a heroína infanto-juvenil: Hannah Montana.

Ela tem tudo o que quer: fama, dinheiro, independência – Hannah é, afinal a personificação do que toda pré-adolescente (e as vezes até adolescentes de idade mais avançada) quer ser e ter. É aí que mora o perigo.

A primeira parte da fita é sofrível, quase insuportável, repleta de humor pastelão e de uma infantilidade que ofende até mesmo os mais novos. Hannah é desenvolvida de maneira fútil e superficial. Então vem o conflito a ser trabalhado ao longo do filme: Hannah é na verdade um personagem criada pela cantora Miley Stewart.

Trata-se de uma dramatização do que já existe: Miley, filha do cantor country Billy Ray Cirus, começou na Disney um seriado onde interpreta a tal Hannah Montana, uma popstar que tem de manter sua identidade secreta custe o que custar… ou quase isso. Metalinguagem a parte, troca-se o sobrenome Cirus por Stewart, é a mesma coisa.

O pai da garota se preocupa com o peso que a fama pode estar causando sobre a filha e sem que ela saiba, leva a garota para sua fazenda, numa cidadezinha no interior do Tennessee. Lá a garota vai aprender a valorizar o que realmente importa: a vida simples, a família, os amigos de verdade, vai ficar mais sensível, e claro, arranja um caipira bonitão como interesse romântico – e dá-lhe menininha suspirando todo instante que o rapaz entra em cena.

O fato é que apesar de ser extremamente superficial e totalmente moralista, quando o roteiro aborda os conflitos da personagem, há ali uma certa pertinência temática para o público alvo que passa por uma fase de formação de caráter e cada vez mais é bombardeado por modismos e futilidades.

O elenco é fraco, o grande destaque é mesmo a bochechuda cantora-atriz-predicados-mil Miley Cirus. Não é exatamente uma atuação, mas vá lá, a menina tem certo carisma e faz o que pode. Está também no filme a pouca conhecida, porém talentosa, Margo Martindale e paramos por aí.

Escrito a seis mãos, o texto é dirigido pelo mediano Peter Chelsom que aqui parece ligado no modo automático.

Não é cinema, não funciona como filme, se estende além do necessário, tem uma narrativa frouxa e uma trilha sonora que surge nos momentos mais inadequados. Sim, é fraco, mas a falta de qualidade não se deve a protagonista e sim aos realizadores.

No fim das contas, acaba sendo menos pior do que muita gente julga. É filme pra fã, cumpre seu papel e vai fazer muito dinheiro ainda. Só lamento pelos pais que tentam se entrenter com pipocas e celulares enquanto o filme não acaba.

Para conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme: www.xcine.com.br/filme_hannahmontanaofilme.html

maisoumenos
(Xcimetro – Mais ou Menos)

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07
Jun
09

[Filme] O Exterminador do Futuro 4 : A Salvação (Terminator Salvation)

exterminador4

”Divertidamente explosivo”

Não, Não e Não… ta tudo errado, não com o filme, mas com as opiniões que tenho visto por ai, opiniões nada diversificadas, o que me leva a crer que as pessoas estão indo com o que os outros falam. ‘Eu faço parte da resistência’ , da minoria que defende o filme ‘O Exterminador do Futuro : A Salvação’, desses malucos que insistem se prender ao passado e vêem de tudo, motivo para comparações.

Eu já havia dito e vou dizer de novo, ‘eu sou a única esperança que você tem’, porque eu sou o crítico mais próximo da opinião pública, aquele que aceita blockbusters numa boa, aquele que não fica melando com dramas, aquele que assiste High School Musical, Crepúsculo, Jonas Brothers e essas coisas de marica, não sou aquele nerd chato que quer procurar qualquer erro para fazer dele uma novela, por isso, ‘venha comigo se quiser viver’, porque aqui eu dou meu relato sem medo de dizer que me diverti num filme pop e o achei necessário, afinal, o que seria do cinema sem os blockbusters?!, portanto sem mais enrolações, so tenho a dizer que o Exterminador 4 é um filmão com cara de sábado no cinema.

Ta legal que em partes concordo com os caras, McG é inferior a James Cameron que dirigiu o primeiro e o segundo, Os roteiristas tropeçam em algumas cenas, Bale não convence dizendo a frase ‘I’ll be back’, (não por ser do ‘Swazazazeneger’, mas pelo contexto forçado do momento), Bale não tem um carisma legal em seus papeis, e pra piorar sempre contracena com coadjuvantes que por vez revelam-se melhores do que ele, e por fim, um filme que infelizmente se foca muito nos efeitos especiais e acaba se concentrando menos em detalhes da história, mas o filme tem suas justificativas, vindo de um diretor que recentemente dirigiu ‘As Panteras Detonando’ isso aqui ta demais, sem deixar de mencionar que depois de ‘T3’ ninguém mais quis pegar essa bagaça pra tocar pra frente de tanto medo, então dane-se ate o James Cameron que resolveu abandonar o que começou… (falo mermo).

Agora vale o ingresso por diversas qualidades, os já tão mencionados, Efeitos especiais, as grandiosas e diversas sequências de ação, o uso de elementos clássicos do primeiro e segundo filme, Os efeitos Sonoros que já tiram ‘Transformers’ das novidades, a fotografia apocalíptica super, A aparição do governador da Califórnia, sim o ‘Swazazaneguer’, os personagens estilosos e carismáticos , (não muito pelo Bale), e novamente pelas cenas de ação, que sempre começam com um ‘…’ e terminam com ‘BuUuMmM’.

Vale ressaltar que terminator salvation inicia uma nova trilogia que deve se completar brevemente, então, que venha o próximo…

PS 1 : T3 não é tão ruim quanto dizem, parece que agora virou moda falar mal do filme (so o John Connor que ta um naipe).
PS 2 : Não tenho nada contra o Christian Bale…eu acho.

Para conferir fotos, vídeos, curiosidades, notícias e mais sobre o filme: www.xcine.com.br/filme_oexterminadordofuturo4.html

bom
 (Xcimetro – Bom)
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