10
Nov
09

[filme] Jogos Mortais 6 (Saw 6, 2009)

jogosmortais6
POR : Eduardo Maurício
jogosmortais6_imagem1“O primeiro deveria ser o único a existir”

Como fã, por tempos defendi a franquia Jogos Mortais – ao invés de só me focar nos erros do filme, preferi ver o lado positivo de todas as sequências, levando em conta o prazo que a produção tem para finalizar um filme inteiro e também, considerando o desempenho do gênero terror que está cada vez mais fraco.

Mas também confesso que a cada ano que passava, meu fanatismo pela série acabava – e apesar de sempre tentar parecer inteligente, as sequências nem eram mais tão surpreendentes, e o motivo que me levava a ver fora ‘completar o circulo’ que já havia começado, eram as cenas de violência.

Ano após ano mantive minha esperança na série, esperança de que os roteiristas responsáveis tomassem consciência do que estavam fazendo e, finalmente, alterassem o curso do Jogos Mortais voltando a fórmula que os fez chegar tão longe. O terror psicológico do primeiro filme. Hoje, nesta sexta sequência, vejo que a mente dos caras não muda, mesmo em meio a tantas críticas eles parecem se fechar e seguir o errado, o que acreditam estar dando certo – o terror caricato, sanguinário e surreal do segundo, terceiro, quarto e quinto filme.

O que quero dizer e que jogos mortais não mudou nada desde o segundo, as vítimas trancafiadas dentro de um porão sendo testadas pelo já falecido Jigsaw seguem uma série de jogos onde devem decidir quem deve viver e quem deve morrer, assim como fez Jeff no terceiro, como fez Rigg no quarto, como fizeram as cobaias no quinto – e assim como vai fazer William neste sexto.

É uma pena que a franquia esteja se esticando tanto, não era pra ser assim. É não so a série parece estar sendo afetada por isso, o astro principal Jigsaw que o diga. Os roteiristas estão segurando tanto seu personagem que o velhinho já está ate se contradizendo, e pior, está mostrando as falhas em sua tese – exemplo: quando Hoffman pergunta a uma sobrevivente que se mutilou se ela aprendeu a dar valor a vida apos o jogo – ela responde injuriada : ‘Como posso aprender com isso’ mostrando o braço amputado. Da mesma forma como Jigsaw também se contradiz quando faz a vida de um punhado de pessoas depender da escolha de um homem… Ué? a escolha não era pra ser individual? que escolha essas pessoas tem então se não depender unicamente da sorte?

E pra quem pensa que por causa da pouca arrecadação que jogos mortais 6 teve os produtores vão parar por ai, estão enganados. A queda tem explicação:

1 – O filme não foi devidamente divulgado.

2 – A censura é para maiores de idade.

3 – É difícil alguém que nunca acompanhou a saga por completo, pagar para assistir uma sexta sequência tendo em mente que todos os filmes da série são interligados e é necessário assistir um para entender outro.

4 – E, a produção gasta muito, mas muito pouco para fazer um filme, ja a arrecadação é muito maior, por mais baixa que seja.

Portanto já está ate confirmado, JM 7 vem ai, pegando a onda do 3D, JM 8 também, e quem sabe, ano que vem ou ate 2011, JM 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15…33 não sejam confirmados também… Mas pra mim já chega – vou continuar acompanhando todos – mas sem o mesmo fanatismo de antes.

PS1 : A violência está cada vez mais caricata, embora aqui sendo bem melhor realizada em relação ao quinto filme, as pessoas optam por escolhas difíceis sem pensar duas vezes, sendo que no primeiro filme, foi preciso trabalhar no consciente dos personagens e criar um clima de desespero para que eles se auto-mutilassem. Portanto o primeiro filme na minha opinião foi sem dúvidas o mais realista ate agora.

PS2 : Quero James Wan na direção e Leigh whannell no roteiro de volta (responsáveis pelo primeiro filme), Só assim vou voltar a acreditar na franquia de novo.

Ao invés da nota – observe o gráfico abaixo :

jogosmortais_series

Para conferir vídeos, álbum de fotos, curiosidades, informações e mais sobre o filme : www.xcine.com.br/filme_jogosmortais6.html

07
Nov
09

[filme] 500 dias com ela (500 days of Summer, 2009)

500diascomela
POR : Lucas Procópio
500diascomela_imagem1“(500) Dias Com Ela é único, tem seu frescor e sua marca”

Tom Hansen cresceu acreditando que não seria feliz até encontrar o amor de sua vida. Summer Finn não compartilhava dessa crença e a coisa que mais amava era seu longo cabelo negro e a facilidade com que podia corta-lo sem sentir culpa. Summer começa a trabalhar como secretária do chefe de uma empresa de cartões de felicitação. Um dos criadores desses cartões é Tom. Tom se apaixona por Summer. Summer não se apaixona por Tom.

Os 500 dias do título referem-se ao período de Summer na vida de Tom, e é também a base da estrutura narrativa do roteiro, que assume a não-linearidade desde o início, selecionando dias aleatórios ora para complementar, ora para contrastar, ora para enfatizar os eventos que vão formando o raciocinio proposto acerca do relacionamento entre duas pessoas de diferentes ideologias. Nesse aspecto o filme consegue um feito que já o coloca figurando entre os grandes títulos do romance no cinema: ser racional sem amargura na composição. Pelo contrário. Tudo no filme é muito, mas muito adorável e encantador.

Os créditos vão metade para o espertíssimo roteiro de Scott Neustadter e Michael H. Weber, e metade para o estreante na direção Marc Webb. Enquanto o roteiro cumpre sua proposta da forma mais graciosa possível juntamente com diálogos adoráveis, Webb se mostra um diretor e tanto, com um ritmo invejável e um controle sobre a estética de fazer cair o queixo – e isso sem nunca parecer forçado.

Seguindo a narrativa irregular do roteiro, Webb passeia pelos mais diversos estilos e brinca com tudo que está ao seu alcance, sorrateiramente confeccionando um estilo único e próprio ao filme.

O texto flerta com a metalinguagem, mas ela logo é substituída por um elemento de mais ampla identificação com o público em geral: os cartões que Tom cria é onde está alegorizada sua idealização que aos poucos vai perdendo suas camadas de deslumbre. São sacadas como essa, juntamente com a criatividade latente de Webb que o público é conduzido por lugares divertidíssimos e originais. A estrutura, o ritmo e a proposta lembram, e muito, “Noiva Nervosa Noivo Neurótico” de Woody Allen, com a inserção da semiótica explícita e exarcebada na composição da estrutura irregular, incluindo-se aí o fluxo de consciência. Mas, por maior que seja a inspiração no clássico de ‘77 e por mais que identifique-se elementos em comum entre os dois longas, (500) Dias Com Ela é único, tem seu frescor e sua marca.

Tudo no filme funciona, ainda que alguns elementos com maior brilho que outros, porém todos os personagens estão ali com algum propósito e, na prática, seus intérpretes correspondem com carisma e competência. Os dois protagonistas fazem uma conexão quase que imediata com o público. Joseph Gordon Levitt ofusca um pouco Zooey Deschanel, mas ambos compõe seus personagens com placidez e naturalidade, sem arroubos de excentricidade, tão típicos de filmes indie, e saem-se muito bem.

Esqueça o famigerado rótulo “filme água-com-açucar”. Não consigo me recordar de romances, nessa década, tão encantadores e inteligentes dentro de suas propostas, tampouco quero ser pragmático, mas creio que (500) Dias Com Ela já figura um adorável top de filmes que nos fazem querer suspirar e sorrir. É um filme tanto para os Tom’s e Summer’s da vida real: um filme apaixonado e apaixonante.

excelente

Para conferir vídeos, álbum de fotos, curiosidades, informações e mais sobre o filme : www.xcine.com.br/filme_500diascomela.html

07
Nov
09

[filme] Código de Conduta (Law Abiding Citizen, 2009)

codigodeconduta
POR : Eduardo Maurício
codigodeconduta_imagem1“Tinha potencial para ser um filme muito melhor”

Law Abiding Citizen, (Cidadão cumpridor da Lei) e mais do mesmo. Começamos com um homem inconformado com o sistema judiciário apos ver o assassino de sua família escapar ileso sem sérias punições. Sabendo da corrupção escondida por de trás da lei, decide então armar uma vingança declarando guerra ao estado por sua negligência… Clyde assassina brutalmente o assassino de sua família e em seguida, é pego pela polícia e passa a ser investigado pelo mesmo advogado corrupto que cuidou do caso há 10 anos atrás, Nick (Jamie Foxx).

Conhecedor das leis, Clyde brinca com o sistema judiciário ao mesmo tempo que passa a te-los em mãos, os avisando do ’superplano’ que montou antes de ser preso, o plano que esta matando geral corruptos a fora e deixando em pânico os ainda vivos. Mas é quando Clyde decide levar tão a fundo sua vingança que os papeis se invertem, o herói (Butler) vira o vilão, e o ate então vilão (Foxx) se transforma no herói – é a partir dai também que o filme começa a desandar e em certos momentos se torna cansativo, chega ao ponto de se tornar ate improvável – (Se antes o telespectador admirava as primeiras e realistas cenas, logo passará a duvidar das que procedem o filme).

Desta vez pensei seriamente que não veria um Gerard Butler ‘ninja’ como de costume – do tipo que sai atirando e matando mil. Ingenuidade minha, parece ate que os roteiristas de Hollywood sentem tesão em fazer de Butler um ’superhomem’, a maioria de seus filmes, por mais bom que esteja, uma hora aparece um coadjuvante para revelar o passado de seu personagem – no caso deste, ‘Se clyde te quiser morto, você está morto’ diz um de seus colegas antigos, Porque Clyde era o cérebro e maior estrategista da marinha e – Blá, blá, blá. Ele não podia ser simplesmente um cara normal?

Algumas cenas são de tirar o chapéu, como Clyde se defendendo no tribunal e, apos conseguir a liberdade, voltar a atacar a juíza que o libertou com palavras verdadeiras. Ou a cena final, onde é revelado o truque que Clyde utiliza para matar mesmo estando preso. (Quando a verdade surgir, vamos nos sentir bobos de tão óbvio).

Apesar destes erros não tirarem por completo a graça do filme, Law Abiding Citizen tinha potencial para ser muito melhor, ‘Bíblico’, O lado bom e que Butler faz aqui o melhor papel desde Rocknrolla, pena que um meio termo não seja exatamente a melhor maneira de se recomendar um filme.

maisoumenos

Para conferir vídeos, álbum de fotos, curiosidades, informações e mais sobre o filme : www.xcine.com.br/filme_codigodeconduta.html

06
Nov
09

[filme] O Solista (The Solist, 2009)

osolista
POR : Lucas Procópio
osolista_imagem1“O mérito vai todinho para Wright que sabe extrair as mais belas e acachapantes imagens de um material sem o menor fôlego narrativo”

A função de um diretor em um filme é de longe a mais importante e a que mais oferece possibilidades.

Existem muitos casos em que uma boa direção consegue subverter um roteiro fraco e transforma-lo em um bom filme, afinal, seu trabalho é traduzir em imagens a trama tecida em palavras.

Joe Wright não é apenas um ótimo tradutor como sabe elevar um texto à potência máxima de qualidade quando o traduz para as imagens. Provou isso em Orgulho e Preconceito dando todo um frescor à adaptação de Jane Austen e em Desejo e Reparação onde criou uma das narrativas visuais mais interessantes da década baseado na obra-prima de Ian McEwan.

Em seu primeiro filme em solo americano, o jovem inglês caiu em uma armadilha. Se antes Wright tinha como aliados dois brilhantes e inspiradores textos, aqui ele enfrentou exatamente o oposto: sua missão foi traduzir em imagens a péssima adaptação de uma autobiografia extremamente egoncentrista e paternalista. A roteirista Susannah Grant não só tratou de enfatizar tais elementos em seu roteiro, como intricar a trama de tal forma que não se pôde sequer saber com clareza a que o filme se propõe.

Narrando a história verídica de Steve Lopez, famoso jornalista de Los Angeles, que se comove com o dom de Nathaniel, um morador de rua que mostra paixão e talento absurdos para a música, o filme nos faz questionar o tempo todo o seu propósito. Não há foco, não há rumo. A única coisa que fica clara é que o sentido primário foi a auto promoção e Robert Downey Jr. não consegue nos convencer do contrário na pele do jornalista bondoso.

Wright erra usando sua técnica de potencialização – a trama pedia o máximo de contenção e sutilezas, já que Grant usa todo tipo de artíficio narrativo para contar a história de Lopez. E dá-lhe fluxo de consciência misturado com flashback justificativo.

O Solista é, portanto, um filme que funciona em fragmentos, e o mérito vai todinho para Wright que sabe extrair as mais belas e acachapantes imagens de um material sem o menor fôlego narrativo. São momentos sublimes, alguns grandiosos, outros de composição visual simples porém elegantemente conduzidos, que salvam os sofríveis 117 minutos. Uma pena. O verdadeiro solista aqui é Joe Wright, brilhante e talentoso, tocando em seu instrumento uma partitura composta por notas incapazes de formar melodia alguma. Entretanto, suas duas grandes performances estão disponíveis para locação e merecem ser aplaudidas de pé todas as vezes que forem “escutadas”.

bom

Para conferir vídeos, álbum de fotos, curiosidades, informações e mais sobre o filme : www.xcine.com.br/filme_osolista.html

06
Nov
09

[filme] À Procura de Eric (Looking for Eric, 2009)

aprocuradeeric
POR : Lucas Procópio
aprocuradeeric_imagem1“Não é algo típico na filmografia do diretor tal redenção do personagem e talvez por isso ela se dá de forma tão arrebatador”

Eric é um carteiro, já na casa dos cinquenta, que além do desmotivador emprego tem de aturar o comportamento hostil dos enteados e a fobia de encontrar a mãe de sua filha mais velha, que ele deixou sem maiores explicações nos primeiros meses da garota. Com a filha Eric mantém uma relação sadia de pai e filha, mas evita o quanto pode o contato com a ex. No início acompanhamos Eric dirigindo na contramão, em pânico, fugindo do nada. O conflito se instalou quando, para terminar seus estudos na universidade, a filha pede que os pais se revesem para cuidar de sua filha.

Em um momento de profundo desespero, Eric pega um pouco de maconha do enteado mais velho e, alucinado, vê seu ídolo do futebol, o jogador francês Eric Cantona, se materializar em seu quarto.

Durante o filme, seguindo os conselhos do xará atleta, Eric começa a encarar os conflitos que sempre evitou.

Trata-se de um filme de formação, tardia, mas ainda assim uma formação. Daí o título À Procura de Eric, pura ambiguidade.

O veterano diretor Ken Loach respeita a sutileza com que a trama é tecida pelo roteiro do parceiro de filmografia Paul Laverty. E não se trai por um só segundo: todos os eventos se dão de forma muito natural, com uma sensibilidade ímpar, executados em baixa voltagem dando o tempo e espaço necessário para que os personagens possam atingir o que almejam e, os atores por tabela.

O desconhecido Steve Evets compõe com maestria um Eric absolutamente crível, em uma contenção interpretativa que denota a solidão de seu personagem sem torna-la explícita ou óbvia. O elenco coadjuvante o acompanha e até mesmo o jogador, o próprio Eric Cantona, se sai muito bem interpretando a si próprio.

As sutilezas de À Procura de Eric emulam a idéia que o filme passa de ser um retrato da vida real, conduzido pelo consciente do personagem, em constante mudança, transposto em nuances. É então que, sem que o espectador perceba, Loach vai levando-o para a conclusão que o título sugere.

Não é algo típico na filmografia do diretor tal redenção do personagem e talvez por isso ela se dá de forma tão arrebatadora, ainda que envolta em placidez.

excelente

Para conferir vídeos, álbum de fotos, curiosidades, informações e mais sobre o filme : www.xcine.com.br/filme_aprocuradeeric.html

31
Out
09

AVATAR – NOVO TRAILER HD LEGENDADO

especial_avatardayPessoal, demorou mas consegui – ai está – com exclusividade – o único (eu axo) trailer legendado de Avatar…

Bom, como o WordPress só aceita youtube e o trailer está no Vimeo -

 

http://www.xcine.com.br/noticia_11.html

31
Out
09

[filme] Besouro (Besouro, 2009)

besouro

Por : Eduardo Maurício

besouro_imagem1“Abrindo novas portas no cinema Brasileiro”

Sempre procuro apoiar produções que de alguma forma fogem dos padrões Brasileiros, tais como comédias, romances, dramas e favela movies – é sempre bom ver na nossa cultura (as vezes esqueço que não sou Brasileiro) um diferencial – o que também nos faz acreditar numa possível evolução do cinema nacional. Ainda este ano tivemos o ótimo ‘Verônica’ estrelado por Andréa Beltrão que, apesar de ser taxado como um favela movies – foi o mais próximo (ate aqui) que o cinema nacional chegou do gênero ação (Sem se camuflar no drama realista como fez Tropa de Elite).

Adaptação do livro ‘Feijoada no Paraíso’, o filme conta a lenda de Besouro, herói capoeirista que foi responsável pela queda do recôncavo em 1920 onde os negros ainda eram tratados como escravos. Estreando na direção cinematográfica – João Daniel Tikhomiroff explora a cultura Brasileira de forma nunca antes vista, envolvendo artes marciais e misticismo orixás de maneira convincente chegando a remeter grandes sucessos internacionais como ‘O tigre é o Dragão’ – Alias, o mesmo coreógrafo ‘Huen Chiu Ku’ foi usado aqui também.

O elenco de atores pouco conhecido foi uma escolha sábia também, levando em conta que a maioria realmente jogava capoeira – tornando assim o projeto ainda mais ambicioso, Tikhomiroff abusa o máximo possível de tomadas sequênciais tornando tudo muito mais realista, embora que alguns problemas técnicos sejam claramente visíveis. Mas levamos em conta que este é o primeiro projeto (oficial) de ação na cultura Brasileira, todos esses erros não devem ser levados tão a sério.

Um passo largo e ousado como ‘Besouro’ foi o que o cinema Brasileiro precisava para abrir este caminho de incertezas que parece amedrontar a maioria dos cineastas desencorajados – quem sabe agora este país não sai da mesmice.

PS1 – Quero uma ‘Dinorá’ pra mim.

PS2 – Apesar de achar pouco empolgante o final – adorei a última cena.

PS3 – Exu é foda.

PS4 – A melhor luta foi sem dúvidas a de Quero Quero contra Besouro – muito bem coreografada.

PS5 – Nunca fui muito fã dessa coisa de mocinha ficar sempre com o mocinho…
Por isso acho que Dinorá não precisava necessariamente deixar Quero Quero para amar Besouro.

otimo1

Para conferir vídeos, álbum de fotos, curiosidades, informações e mais sobre o filme : www.xcine.com.br/filme_besouro.html

31
Out
09

[filme] Michael Jackson : This is It (This is It, 2009)

thisisit

Por : Eduardo Maurício

thisisit_imagem1“Deveria ter sido lançado na TV aberta”

Virou moda adorar Michael Jackson depois de sua morte, parece que o mundo todo ficou órfão. A mídia que não é nada sonsa, viu da dor dos anônimos que ate então não sabiam que amavam o cantor, uma grande fonte para sugar dinheiro. E desde então Dalé uma leva de materiais, cds, músicas (plagiadas ou não) e este… This is It – o repentino filme que mostra os bastidores do ensaio que Michael fez antes de morrer, onde nele vemos sua preparação para a turnê mundial que deveria acontecer.

O filme juntou uma quantidade de músicas conhecidas do astro como Thriller (em nova versão), Earth Song (minha favorita), Smooth Criminal e outras, mas o que mais chama atenção em This is It, é como as imagens nos fazem pensar sobre como seria encantador se essa turnê fosse realmente acontecer, o número de efeitos e coreografías que devem ter custado milhões dariam muito certo para M.Jackson, seria grandioso.

Mas This is It é apenas isso e nada mais, fora claro algumas cenas que vão tocar o fundo do coração dos fãs e dos mais sensíveis. Continuo acho que o projeto visou apenas o comercial, porque se quisessem realmente alcançar e comover o público em grande escala, deveriam exibi-lo na TV aberta, para todo mundo ver – e não ganhando grana as custas do falecido. Vocês não percebem? É tudo uma questão de como ganhar dinheiro.

Não quero que pensem que sou insensível se não me arrepiei tendo a experiência mais próxima que terei pro resto da vida com o astro do Pop, não me xinguem se achei o filme cansativo, mas sendo franco, This is It nada mais é que um amontoado de imagens inéditas, de um show que na verdade nem é um show…É um ensaio, é pagar pra ficar 2 horas sentado vendo um ensaio (por mais agradável que seja ver M.J dançando)… Tem que ser muito fã pra no mínimo não querer sair da sala.

Antes de me xingar, quero que saiba que Michael Jackson continua sendo o Rei do Pop, e This is It é apenas um filme.

Para conferir vídeos, álbum de fotos, curiosidades, informações e mais sobre o filme : www.xcine.com.br/filme_thisisit.html

maisoumenos

25
Out
09

[filme] Garota Infernal (Jennifer’s Body, 2009)

garotainfernal

Estréia 23 / 10 / 09 – Por : Eduardo Maurício
garotainfernal_imagem1“Ta mais pra uma comédia do que pra um filme de Terror”

 

Mas falando francamente, quem realmente imaginou que Garota Infernal seria um filme de dar medo? Os próprios teasers já mostravam o que iríamos ver, terror adolescente com pitadas de comédia… ou seria comédia com pitadas de terror adolescentes?…Bah, dane-se, o importante mesmo e que ‘Garota Infernal’ não é o filme ruim que muitos (inclusive eu) esperavam, embora também não seja la coisa de se tirar o chapéu.

A roteirista Diablo Cody que ganhou um oscar ao escrever Juno mostra que não e lá uma raridade dentre seus colegas, em ‘O corpo de Jennifer’ consegui notar apenas um ponto positivo em sua escrita… A facilidade de incluir piadas nas cenas sem parecer forçado, embora alguns momentos ainda pareçam. Já em pontos fracos… Mesmo não contendo furos gritantes, Diablo Cody viaja em algumas coisas – coisas que na minha opinião ficaram ridículas como por exemplo:

1 – Needy (Amanda Seyfried) ficar sozinha em casa após ter um contato de 4º grau com um demônio. (ela não sabia? Bah, qual é – não é todo dia que uma conhecida de infância vomita uma meleca preta que se mexe).

2 – Que adolescente que está morrendo por perda de sangue ainda consegue fazer piadinhas do tipo, ‘você está linda neste vestido’ ¬¬, parece ate Kill Bill.

3 – e o que dizer do ‘Quando você é mordido por um demônio, você acaba adquirindo algumas habilidades’ (tipo voar)… Ah? e vampiro? é lobisomem agora?

Mas calma, estes detalhes imaturos são abafados justamente pelo fato do filme não se assumir realista desde o começo, então vá esperando algo bem pop.

Fãs do Rock’n Roll tendem a gostar bastante também, principalmente do rock emo, o que tem de músicas aqui não é brincadeira, 3 minutos sem trilha sonora é muito – o filme simplesmente não dá um tempo pros ouvidos – chega ate a ser cansativo algumas vezes.

Agora essa é pra você, seu nerd pervertido, se você já está preparando o ambiente especial, acendendo as velas pra quando voltar da sessão fazer uma ‘homenagem a Megan Fox’, vá segurando sua onda amigo, ela continua uma ‘baranga decente’, se pensa que ela vai ficar nua e sair transando com tudo que e moleque da escola está enganado, não existem tais cenas… Pelo menos não de forma gráfica. Em outras palavras… você não verá nada que já não tenha visto em Transformers…(chora) Alias eu não sei o que vocês vêem na ‘Megan’s body’.

Por outro lado ela ate que não se mostra uma má atriz, não que faça la um trabalho digno de reconhecimento mas fica bem claro que em Transformers ela só estava fazendo a sua parte, seguindo o que o roteiro fez de sua personagem – aqui ela tem mais espaço e consegue se mostrar realmente uma ‘atriz’, embora seu corpo ainda seja visto como objeto de fantasia… Fazer oque?, é o preço de ser uma jovem ‘gostosa’ nos cinemas hoje em dia.

PS1 – O sangue reina aqui, mas a violência sempre é bem limitada – há uma cena apenas em que ela é bem gráfica, onde um corpo aparece extripado na floresta.

PS2 – Lembrou um pouco ‘Prova Final’… Alias são bem parecidos – se não me falha memória. 

PS3 – Aquele beijo lésbico entre Megan Fox e Amanda Seyfried foi dado com gosto… aquelas não enganam não. (MTV movie awards como melhor beijo… anotai).

PS4 – O Demônio que possui Jennifer e fraquinho¬¬, Dean e Sam (Supernatural) matam um a cada episódio.

Para conferir vídeos, álbum de fotos, curiosidades, informações e mais sobre o filme : www.xcine.com.br/filme_garotainfernal.html

bom

25
Out
09

[filme] Substitutos (Surrogates, 2009)

substitutos

Estréia 23 / 10 / 09 – Por : Eduardo Maurício

substitutos_imagem1“Tinha tudo pra ser um ótimo filme”

Como seria ter um segundo corpo? Escolher nossa própria forma física, nossa própria aparência e interagir na vida real através dela como num simulador virtual (The Sims / Second Life)?

Tais questões também levam a uma série de outras questões, furos que a humanidade talvez jamais se deixaria cometer.

Esta é a premissa de Substitutos (Surrogates), adaptação dos quadrinhos de Robert Venditti e Brett Weldele que se passa num futuro próximo onde a humanidade está dividida. Enquanto uma parte aceitou viver com a tecnologia fazendo seus trabalhos diários, interagindo com outros surrogates, sentindo tudo através deles (substitutos), outra foi isolada em uma parte da cidade, onde la parecem ter voltado a estaca zero, sujos e vivendo em condições selvagens liderados por um homem conhecido como ‘O Profeta’ (Ving Rhames). Mas viver com os substitutos tem la suas vantagens, você sempre está bonito, embonecado, maquiado, perfeito… você é um robô, não corre o risco de morrer caso reaja a um assalto, seja atropelado ou assassinado… Ate agora, quando um misterioso assassino parece ter descoberto uma forma de matar não só os substitutos, como também os seres humanos que os controlam em casa. É ai que o detetive Tom (Bruce Willis) e sua parceira Peters (Radha Mitchell) entram no caso para tentar descobrir o autor dos assassinatos, porem essa busca pode levá-los a uma conspiração ainda maior.

Como pode ver o filme tem uma estória interessante, mas em momento algum consegue utilizá-la como um instrumento de reflexão, já que em troca de situações mais realistas os roteiristas resolvem investir nos tiroteios, nas explosões, nas perseguições e coisas mais de filmes de ação, o mesmo problema visto no recente Gamer. (com exceção do drama pessoal vivido por Tom, que se sente perturbado pensando ter perdido sua esposa Maggie (Rosamund Pike) para os substitutos – Ja que está em momento algum parece querer se desligar de seu robô).

Eu não li a HQ em que o filme foi adaptado, portanto não sei dizer se tais erros foram puxados dela. Como por exemplo, é possível que 90% dos humanos teriam se rendido facilmente a uma coisa tão artificial como esta (substitutos)? Como apenas Tom e Canter (James Cromwell) seriam os únicos a se tocar do quão mal esses robôs tem causado a sociedade? Como por exemplo a humanidade chegaria ao ponto de usar avatares ate em guerras? A que finalidades?, quais seriam as consequências se não apenas perda de material? Enfim, coisas tão mal planejadas que ficariam melhor se não tocadas.

Por outro lado, ‘Substitutos’ consegue ser ate bem eficiente tanto nas cenas de ação quanto nos efeitos especiais, sem esquecer do ótimo trabalho de maquiagem que chega a surpriender como por exemplo, a maquiagem que rejuvenece incrivelmente os atores e a aparência velha, enrugada e suja dos humanos se desconectando de seus perfeitos avatares – leva a entender que eles ficaram tão viciados pelas máquinas que passaram a negligenciar as necessidades do próprio corpo.

Mas se isso for motivo o suficiente pra você, vá ao cinema acompanhado ou não, compre seu ingresso, pegue uma pipoca e curta o filme… Será apenas uma sessãozinha light, divertidinha e facilmente esquecível.

Ps1: não compre pipoca não, ta muito cara.

Para conferir vídeos, álbum de fotos, curiosidades, informações e mais sobre o filme : www.xcine.com.br/filme_substitutos.html

bom




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